Roteiro de Libertação

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CAPÍTULO 9

COM SIMPLICIDADE E AFEIÇÃO

Parte 9
Diante das pessoas profundamente feridas por graves dores morais, mantém-te comedido quanto às palavras de consolação e de esperança.

 

Não será o excesso verbalista que corrigirá a dor que vem ao teu encontro, na pessoa do teu irmão.

 

Procura sentir a origem da aflição, auscultando quem te busca, a fim de auxiliares com proveito.

 

Em certas ocasiões, o silêncio respeitoso e a sincera afeição pelo aflito realizam milagres de renovação.

 

Noutras circunstâncias, a palavra gentil e o conceito espírita esclarecedor das razões do sofrimento produzem resultados incalculáveis.

 

Nem a mudez incômoda, nem o barafustar-se por opiniões precipitadas e complexas teorias de difícil assimilação.

 

Para cada caso, um comportamento próprio.

 

Não intentes resolver, de um momento, problemas que se vêm agravando há muito tempo.

 

Igualmente, não subestimes o estado angustiante do teu próximo.

 

Talvez, aquele problema para ti não seja relevante, entretanto, para ele o é.

 

As dores nem sempre são o que representam intrinsecamente, mas o que lhes atribuem aqueles que as sofrem.

 

Avalia a intensidade de um padecimento quem lhe sofre a presença.

 

Atenta para um raciocínio simples: "Que eu gostaria que me fizessem, caso me encontrasse em tal conjuntura?" Age, então, conforme desejarias que o fizessem contigo.

 

Cada um vê um mesmo problema através de sua ótica pessoal. O que te é insignificante, para outrem é de gravidade.

 

Muitas outras coisas, a seu turno, que se te apresentam de importância, já para outras pessoas nada valem.

 

A vida são as experiências de cada criatura, segundo o seu grau de evolução e os seus interesses.

 

Faze-te o amigo leal, compreensivo, em todas as circunstâncias, sem preocupar-te muito com o impressionar favoravelmente para os teus pontos de vista aqueles que te chegam em agonia.

 

Jesus, o Amigo Integral, diante dos aflitos sempre assumia atitude solidária, socorrendo os que já podiam liberar-se da dificuldade, sem abandonar aqueles que, por mais tempo, deveriam continuar a conduzir a própria cruz.

 

Jamais impôs condições, nunca desconsiderou ninguém.

 

Quanto possível, age com simplicidade e afeição.

 

JOANNA DE ÂNGELIS

 

Coimbra, Portugal, 16/08/80

 


Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco


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