Roteiro de Libertação

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CAPÍTULO 21

CIÊNCIA ESPÍRITA

Parte 21
As Ciências, utilizando-se dos complexos aparelhos da moderna tecnologia, vêm ampliando suas hipóteses e demonstrando, sem margem de dúvidas, os fatos, que lhes constituem apoio às afirmações.

 

A fonte inesgotável de instrumentos eletrônicos de inabordável sensibilidade tem podido comprovar realidades que antes somente eram admitidas como concepções audaciosas. O campo das experimentações de laboratório cresceu e aprimorou-se consideravelmente, contribuindo para resultados seguros, como defluência de análises minuciosas, repetidas vezes feitas, na investigação e no estudo de possibilidades e acontecimentos em faixas muito sutis da vida física, mental e parapsíquica do homem.

 

A Parapsicologia, apesar disso, utilizando-se de todos esses recursos, de cálculos de probabilidade muito bem elaborados, mediante a metodologia quantitativa, das comprovações, eliminando o acaso, não deu, ainda, o grande passo: demonstrar a sobrevivência do Espírito à morte física.

 

Mudando de nomenclatura, ora como Psicobiofísica, vezes outras como Psicotrônica, os sinceros pesquisadores da Parapsicologia, embora sob denominações que melhor se ajustam às suas tendências, não deram os passos muito avançados, que os distanciassem dos investigadores do Espiritismo e da Metapsíquica da segunda metade do século XIX e do primeiro quartel do século XX.

 

Constatou-se que todos os homens são portadores de funções PSI e podem produzir, em maior ou menor escala, fenômenos PSI.

 

Considerou-se que a telepatia, a clarividência, a escrita automática, a psicocinesia são fatos cientificamente confirmados, sugerindo-se explicações puramente parapsicológicas para tais fenômenos e aventando-se a hipótese da interferência de personalidades Theta...

 

Atitude muito digna o cuidado em opinar, por parte dos investigadores honestos de qualquer tendência científica.

 

Não obstante, um exame dos anais do Espiritismo como da Metapsíquica informará que, através de instrumentos mais empíricos, porém não menos eficientes, de métodos repetitivos e exaustivamente controlados, o fenômeno paranormal revelou-se com as mesmas características e exatidão qual ocorre na atualidade.

 

Médiuns e sensitivos tornados cobaias submeteram-se a cansativas demonstrações, nas quais jamais faltaram a absoluta descrença, as suspeitas sistemáticas, o cepticismo arraigado e que, eliminando, diante dos resultados, todas as possibilidades de fraude, passou-se a aventar as de expressão anímica, de personismo, por fim, de interferência dos Espíritos de vivos e de mortos.

 

Examinando os sujeitos que jamais se haviam visto, que nunca mantiveram quaisquer contatos diretos ou sub-reptícios, verificou-se que os fatos de que eles se faziam objeto eram idênticos, análogos uns aos outros, com pequenas variações, em França como noutras partes do mundo... O animismo e a mediunidade foram revisados incessantes vezes, variando-se as técnicas e os examinadores, mas sempre culminando em resultados iguais ou semelhantes.

 

Sem descartar-se a interferência do inconsciente individual e coletivo, da memória genética, da telepatia consciente ou não, a percepção paranormal da mediunidade, em extraordinários casos de identificação da personalidade, através de materializações e pneumatografias, em fotografias psíquicas e premonições exatas, em xenoglossias e glossolalias constatadas pela sua correção, ficou definitivamente confirmada, numa irrecusável prova de que a morte não destrói o ser pensante que anima o corpo, tanto quanto se aclarando que o cérebro não gera o pensamento, antes, é-lhe o instrumento pelo qual se manifesta, em razão dos seres sobreviventes poderem expressar se sem o seu concurso nos fenômenos de ordem física, como nos de expressão psíquica.

 

A ciência espírita, que se originou da contínua experimentação de sábios materialistas que investigaram o fenômeno pára físico, metapsíquico, antecipou as conclusões da atual metodologia parapsicológica, deixando um campo que ainda permanece como desafio para os modernos interessados, que devem dirigir o seu estudo para o terreno das várias manifestações ao alcance.

 

A câmara Kirlian trouxe, hoje, um suporte valioso para a compreensão do "campo estruturador da forma", nos domínios da reencarnação e, consequentemente, das enfermidades físicas e mentais, demonstrando a sobrevivência do campo energético, primitivo quando se lhe amputa uma parle, sobrevivendo em forma fantasma...

 

Merecem estudos muito acurados: a mecânica do fenômeno parapsicológico e a do mediúnico; os recursos que os propiciam; os meios de desenvolver-se essas faculdades, em gabinete, desdobrando técnicas de investigação e controle.

 

Serão válidas as tentativas de investigação na área da eletroencefalografia, para a comparação de gráficos do médium e das Entidades comunicantes, bem como destas últimas, repetindo as linhas noutros sensitivos; mais aprofundada análise nas manifestações das disritmias cerebrais e da epilepsia, na área puramente paranormal.

 

Os delicados aparelhos de gravação magnefônica poderão ser utilizados para detectarem diretamente as "vozes de outra dimensão", eliminando-se as hipóteses das interferências anímicas. O "espelho mental" favorecerá, em mais detalhadas investigações, resultados seguros em torno da imortalidade da alma, se aperfeiçoados os mecanismos e métodos de pesquisa.

 

A ciência espírita, na atualidade, está virgem, aguardando a ação de investigadores criteriosos, sem participar, interessados em iluminar a metodologia parapsicológica e auxiliar o homem a desvencilhar-se dos atavismos perniciosos, dos caprichos e paixões negativos, dos desesperos que o levam a delinquir, armando-o de esperança a respeito da vitória final da vida e da inegável solução de todos e quaisquer problemas pelas ações do bem e do amor.

 

Por isso que a ciência espírita é o apoio, a base, a segurança dos postulados ético-morais do Espiritismo, com as suas consequências religiosas, bem como da sua filosofia consoladora, inegavelmente de salutares resultados emocionais, psicológicos e espirituais para a criatura humana.

 

GABRIEL DELANNE

 

Paris, França, 02/09/80

 


GABRIEL DELANNE
Divaldo Pereira Franco


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