Lampadário Espírita

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CAPÍTULO 16

Equilíbrio pelo amor

Se a dúvida, a respeito da imortalidade, te espicaça a mente, sombreando tuas convicções de receio e angústia, interroga o amor, e ele te responderá com segurança que nada perece senão para se transformar e renascer sob outra modalidade, com novas características.


Se a suspeita se insinua, utópica, no conforto moral que haures no intercâmbio espiritual com os que transpuseram a vala de cinza e lama, inquire o amor e ele te afirmará que ninguém, que ame, esquecerá os amores que ficaram, onde quer que se encontrem.


Diante dos prepotentes do gozo, que parecem escarnecer dos objetivos espirituais que acalentas, indaga do amor e ele te explicará quanto à loucura que o prazer encerra, quando destituído de legitimidade.


Diante dos poderosos e frios depositários da vã cultura, que menosprezam as informações cristãs e espíritas que te enriquecem a vida, pergunta ao amor e identificarás, por ele, o nivelamento da matéria que veste todos os homens, mesmo quando parecem eretos...


Fita os que muito amaram e amando permanecem depois que partiram os seus amados, e compreenderás que aqueles que se mantêm vigorosos e confiantes assim estão porque esperam o reencontro, abraçados que seguem, desde hoje, pelos que tiveram o corpo decomposto, mas não se extinguiram...


Mortos estão os usuários da rebeldia, os campeões da corrupção, os enclausurados no primitivismo em que se comprazem.


Nada vêem e possuem olhos, nada escutam, embora detentores de caixa acústica, nada compreendem, apesar de portadores da máquina racional...


Fixaram-se no que preferem como princípio, meio e fim da viagem física.


Enlouqueceram, conquanto a aparência enganosa da sanidade.


As plantas carnívoras têm luxuriantes contornos e atraem, vigorosas...


A metástase cancerógena se disfarça, muitas vezes, com síndromes desconcertantes...


O entorpecente aniquilador da sensibilidade parece inócuo...


A noite estrelada parece um dossel salpicado de gemas pequeninas...


Parecem, mas não são!...


* * *

Conversando com o amor em todo lugar onde se revela, aprenderás a cantar felicidade, descobrindo a alegria plena nas pautas da convicção esposada, como normativa de vida espiritual.


Ouvirás com ele a voz de Jesus, há dois mil anos, apascentando os caídos, desiludidos, enfermos, ignorantes e sofredores de todo o jaez, pelos difíceis roteiros da elevação moral.


Acompanharás, também, com ele, a balada de Francisco de Assis, sobre o irmão sol, a irmã água, o irmão fogo, o irmão jumento...


Identificarás o Excelso Governador do Universo em toda a parte, fazendo germinar o grão no adubo e formar-se a galáxia na nebulosa colossal...


Porque o amor possui a linguagem clara e insofismável da verdade consoladora, iluminativa e transcendental que tudo explica, tudo elucida, tudo realiza.


* * *

Atenazado, portanto, pela dúvida ou pelo desânimo, vigiado pela suspeita ou pelo medo, malsinado pelo desdém ou pelo escárnio, desacreditado pelo desprezo ou pelo reproche dos que a si se arrogam o direito da felicidade e somente a si se permitem a melhor conquista, não te inquietes nem te perturbes.


O "Colosso de Rodes", imponente e majestoso, foi tragado por inesperado terremoto.


A dominadora Cleópatra deixou-se fulminar por pequenino ofídio.


Tibério César, que dominou o mundo do seu tempo e em cuja governança transcorreu a tragédia da Cruz, partiu, também, da Terra, enlanguescido e acovardado, conduzido pelo veículo da desencarnação.


Consulta o amor sempre e a todo o instante e o amor te ensinará a amar tudo e todos, amando-te também e fazendo-te harmonia em ti mesmo, na sinfonia da vida indestrutível, que reflete o amor incessante do Nosso Pai Celestial.


NOTA — Tema para estudo: L. E. — Parte 2a — Cap. IV — Parentesco, filiação.


Leitura complementar: E. — Cap. XII — Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra. — Itens 7/8.




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