Vitória Sobre a Depressão

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CAPÍTULO 25

Ocorrências aflitivas

Na existência de todas as criaturas sempre surgem momentos de grande aflição, convidando à reflexão, à análise dos objetivos reais da viagem corporal.


Considerando-se o grave significado existencial do ser humano ― que é conseguir a iluminação interior através das experiências evolutivas ―, todo um conjunto de acontecimentos faz parte da programática estabelecida pelas Soberanas Leis da Vida.


À medida que o indivíduo alcança o patamar da razão e desenvolve a sensibilidade emocional e afetiva, mais desafiadoras se lhe tornam as ocorrências, em razão da capacidade para sofrê-las.


É natural, portanto, que era cada fase do processo de crescimento espiritual experimente determinadas aflições que fazem parte do seu mecanismo de superação das injunções primárias, proporcionando-lhe mais recursos que lhe facultam o entendimento dos valores legítimos que devem ser cultivados.


Remanescendo das experiências de vivências pregressas, as dores surpreendem o viandante espiritual, advertindo-o quanto à responsabilidade que deve ser preservada, a fim de melhor entender os fenômenos da vida, graças aos quais supera as injunções penosas e lentamente conquista a harmonia.


Periodicamente, enfermidades infectocontagiosas com caráter epidêmico irrompem voluptuosas, semeando preocupação e contaminando milhões de vidas, milhares das quais são ceifadas entre angústias e dores superlativas… Sucede que o planeta de provas e de expiações é hospital-escola ainda assinalado pela presença do sofrimento, que se apresenta como calamidades, fenômenos destrutivos, abandono e angústias… De alguma forma, as próprias criaturas que o habitam são responsáveis por tais agentes destruidores, em face das suas construções mentais, das fixações inferiores em que se demoram, cultivando emoções negativas que favorecem a proliferação dos vírus, cada vez mais resistentes e portadores da faculdade de mutação.


Compreendesse o ser humano a grandeza do intercâmbio das forças mentais, o poder das energias de que se constitui, e as utilizaria de maneira edificante, ao invés de direcioná-las, mesmo que inconscientemente, para fins ignóbeis.


Cada criatura é, na realidade, aquilo que cultiva na casa mental. Os seus ideais de enobrecimento ou de degradação levam-no às faixas vibratórias nas quais haurem as energias correspondentes às cargas emitidas.


Não foi por outra razão, que Jesus anunciou: Tudo que pedirdes a meu Pai, orando, Ele vos concederá, demonstrando que a plena sintonia com a poderosa Fonte da Vida produz uma correspondência entre aquele que ora e o Genitor divino.


Cultivar, portanto, os pensamentos edificantes, procurando viver de maneira compatível com os objetivos superiores da vida, é dever de todo aquele que anela pela saúde, pela paz, pela felicidade.


* * *

O processo de crescimento espiritual é realizado dentro de uma programação elaborada pelo Excelso Pai.


Passo a passo, conquistam-se etapas ascensionais que promovem o ser, ensejando-lhe mais ampla compreensão da existência e dos seus incomparáveis recursos de iluminação da consciência.


É compreensível que estando em um mundo organizado conforme as leis da matéria, que se altera com frequência, continuamente estão ocorrendo mudanças de estrutura, que ao serem captadas podem apresentar-se como fenômenos destrutivos na forma, aflitivos no conteúdo, desesperadores na maneira como se expressam, sempre, porém, com finalidade de promoção do Espírito encarnado.


Não devem, portanto, constituir surpresa, as chamadas calamidades sísmicas, as lamentáveis ocorrências de destruição, que sempre trabalham para as modificações necessárias que a lei de progresso impõe.


Afetando o indivíduo através do sofrimento, predispõe-no à humildade, à compreensão da sua pequenez ante a grandiosidade do Universo, ao mesmo tempo enriquecendo-o de alegria pela faculdade de entender a transitoriedade de que se reveste, como preâmbulo para as inefáveis alegrias que o aguardam.


A lei de destruição é lei da vida, funcionando com rigor, sob diretrizes de edificação do bem e da harmonia que serão alcançados oportunamente.


Colocado no contexto pela necessidade da reencarnação, o Espírito aprimora-se, aprendendo a comportar-se em todas as circunstâncias, adaptando-se a cada fase e superando-a, mediante as aplicações das conquistas mentais e morais que o felicitam.


Quanto mais evolui, mais entende as provações, não se permitindo perturbar pela sua ocorrência, antes louvando-as, por tratar-se de metodologias que lhe proporcionam a libertação do cárcere material, bem como das suas injunções dolorosas, que são as paixões primitivas.


Nos processos mais rigorosos das expiações, o calceta é constrangido à autorreflexão, nos presídios da organização fisiológica, não se podendo evadir enquanto a consciência não desperte para as responsabilidades que lhe dizem respeito e que lhe cabe necessariamente cultivá-las.


Porque se trata de impositivos das Leis Soberanas da vida, ninguém que transite no mundo conseguirá viver em regime privilegiado de exceção.


Desse modo, nenhuma aflição alcança as paisagens emocionais e mentais do ser humano em decorrência de fenômenos fortuitos, por imposição do acaso.


O acaso é o nome que se dá a um processo elaborado com segurança e sabedoria, a fim de que ocorra no momento próprio, na circunstância exata, com a pessoa elegida.


* * *

Não te permitas amarfanhar emocionalmente, quando convidado a experiênciar as ocorrências aflitivas.


Recorda-te de Jesus, o guia e modelo para a humanidade, sem culpa nem qualquer motivo que se possa apresentar como justificativa para as ocorrências dolorosas que O visitaram, e que Ele esperava com tranquilidade e amor, nEIe encontrando forças morais para prosseguir com alegria no desempenho das tuas tareias de elevação.


Não te arrogues, desse modo, direitos e privilégios, que os não tens, por enquanto, submetendo-te aos desígnios da evolução, encorajado e feliz pela oportunidade de ascensão e de paz.




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