Dimensões da Verdade

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CAPÍTULO 35

CAMPANHAS

Sob os acordes maviosos da mensagem espírita que entesouras na mente, despertas, por fim, para a vida, desejando promover campanhas de enobrecimento.


Para tanto, começa na intimidade do lar, exercitando desapego e renunciação.


Se o fizeres, transferirás do largo campo do planejamento o ideal que acalentas para as rudes e valiosas experiências da ação, cultivando o bem em todas as latitudes.


Remove, inicialmente, de Velhas gavetas objetos que se constituem excessos, e das cômodas antigas retira tecidos e roupas usadas a se gastarem na inutilidade, oferecendo-lhes melhor aplicação.


Objetos mortos, que conservam valores de duvidosa expressão, catalogados como "de estimação" se transformariam em pães e socorro para quantos sofrem ao lado da tua indiferença.


Alfaias e baixelas cinzeladas, recordando antepassados queridos, poderiam tornar-se luz e esperança para aqueles que espreitam além da porta do teu domicílio.


Desapega-te hoje dos haveres, antes que se consumam amanhã, expressando coerência com as aspirações que vitalizas.


No entanto, se desejares traduzir melhor os sentimentos que atestam as tuas novas concepções através das campanhas que movimentas, faze mais.


Leva adiante, a outrem, não somente o tecido surrado e gasto, mas também o novo, para que a tua dádiva signifique mais do que transferência do desvalor.


Não apenas aquilo que não serve.


Em verdade é nosso tudo quanto oferecemos.


O que damos, possuímos, por demorar-se indestrutível dentro de nós.


E como os pertences, de que somos somente mordomos transitórios, mudam de mãos ao impositivo do tempo e da morte, distribuamos aquilo que supomos possuir a fim de que possuamos realmente.


* * *

Amplia tuas campanhas, cedendo quando uma contenda negativa te ameace o equilíbrio.


Esquece, quando ferido, sob apupos e ofensas.


Doa as difíceis moedas da gentileza.


E além das doações ao próximo faze ofertas a ti mesmo.


Inicia a luta contra o egoísmo — velha roupa inútil que conservas no lar do orgulho.


Faze a campanha sistemática contra a maledicência — veneno sutil que dissemina morte, e guardas nos vasos brilhantes da vaidade.


Reage ao ciúme — companheiro míope da imperfeição que manténs disfarçada.


Exila a ira — ácido perigoso que carregas em vasilhames trabalhados.


Investe contra a vaidade própria — rainha da ilusão que ocultas jovialmente.


Concede ao próprio espírito a luz do discernimento capaz de clarear-te por dentro, favorecendo-te com a limpeza dos antigos escaninhos onde viviam colônias de malfeitores morais.


* * *

Muitos homens fascinados pelo ardor do entusiasmo se despojam de haveres temporários, passando adiante utilidades e especiarias, mas são incapazes de descer dos altos postos onde situaram a personalidade desvairada, para que se façam mais simples, mais nobres e melhores.


Empenhado nas salutares campanhas do auxílio ao teu próximo, ajuda-te a ti mesmo, imprimindo internamente a mensagem de sabor imortal com que os Espíritos da Luz te convidam de além-das-sombras da morte, para que singres o oceano da carne livre e tranquilo como, quem nada mais possuindo, se tornou valiosa posse nas mãos do Nosso Pai Celestial.




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