Messe de Amor

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CAPÍTULO 41

AFLIÇÕES

Bendize a dificuldade e a incompreensão, no caminho por onde jornadeias com outras almas.


Aflige-se a avezita na casca estreita do ovo que a gerou para defrontar horizontes infinitos.


Aflige-se o embrião humilde na semente vencida para agigantar-se na superfície da terra.


Aflige-se o filete d’água, esguichando pela frincha da rocha para correr na várzea ampla.


Aflige-se o botão de rosa dobrado sobre si mesmo, desejando arrebentar-se em perfume para espalhar-se na amplidão.


Aflige-se a lagarta imobilizada na histólise para que a borboleta colorida flutue na leve manhã primaveril.


Aflige-se a alma no casulo da carne para alçar-se aos horizontes da vida imperecível.


No entanto, é necessário examinar em profundidade a própria aflição.


Há aflição que traduz vida e elevação.


Aflição para partir os elos que atam o espírito ao crime, ensejando liberdade.


Aflição para acender luz no íntimo, propiciando claridade.


Aflição em comunicar a verdade, felicitando corações.


Aflição para esquecer o mal, criando serenidade e alegria.


Aflição para vencer dificuldades, movimentando programas de ação edificante.


Aflição pelo sábio aproveitamento do tempo, valorizando a bênção das horas...


... E aflição que expressa insânia e morte.


Aflição por liberdade que é libertinagem.


Aflição por gozo que destrói a paz interior.


Aflição por amor que representa paixão animalizante.


Aflição por dinheiro que é penitenciária dourada.


Aflição pelo poder que se transforma em loucura.


Aflição por glórias que se fazem cumplicidade com o crime.


Aflição por honrarias enganosas que se cristalizam em ridículo e farsa.


Aflição no ódio que se faz veneno letal.


Aflitos e afligidos.


Aflitos em busca de paz.


Afligidos pelos tormentos da morte.


Almas atormentadas e espíritos sedentos de luz sempre os houve.


Com Jesus aprendemos a libertar-nos de todos os tormentos e suportar todas as aflições.


Aflições nascidas nos labirintos do espírito.


Aflições originadas nos pelagos das paixões alheias.


Inquietudes do "eu" em busca.


Inquietudes da inquietude alheia.


Conserva a tua paz quando a aflição do mundo te convocar ao mundo dos desequilibrados, e persevera lutando pela conquista dos tesouros inalienáveis do Reino de Deus.


Oferece-te ao Senhor, conservando a paz por seres afligido mas não afligente, demorando-te fiel e seguro no bem até a desencarnação.


Vitorioso, por fim, constatarás, deslumbrado, quando fruíres a paz que d’Ele emana, o galardão da imortalidade, confirmando o inesquecível enunciado: "Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados. "




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