Messe de Amor

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CAPÍTULO 20

RECLAMAÇÃO E ESFORÇO

Antes da reclamação, examina se não és o responsável pelo insucesso do empreendimento.


A queixa constante afasta a generosidade dos amigos.


Há corações que se convertem em taça vinagrosa, dominados pelo hábito inveterado da reclamação injustificável.


Embuçada ou ferinte, a invectiva lamentosa faz-se acompanhar de triste séquito, no seu desiderato infeliz.


Quando aprendemos a lutar, não nos detemos ante óbices.


A fonte não reclama contra o lodo que tenta subjugá-la, nem a tenra plantinha maldiz a força do solo que a impede de crescer.


Para enfrentar as dificuldades ou a inspiração dos perversos e maus, o único recurso é armar o coração com a luz do amor e a claridade da sabedoria.


Todos guardam, enquanto no Orbe, aflições e problemas, por ser a Terra a abençoada Escola onde se travam as batalhas do esclarecimento libertador contra os milenários fantasmas do crime e da abjeção extrema, filhos da ignorância.


Faz-se inadiável o processo da reação educativa contra o mal, antes de cogitares imprecar contra ele, procurando a justa elevação das ideias e sentimentos.


Sem o curso normal de consolidação de bons propósitos, inútil redunda o desejo de melhoria íntima, sendo danosa a atitude de reclamação.


Cabe, primeiramente, aprender a viver com nobreza, embora a névoa carnal, que dificulta a clara visão.


Quem não se acostuma às lutas ascensionais não poderá pretender o repouso nas alturas.


A acomodação é adversária da ação.


Se árduas lutas te cingem a mente a passado danoso, recorda que sempre é tempo para recomeçar e esquecer.


Não permitas que a indecisão te assinale a busca da paz.


Nem perturbes com as tuas dificuldades renitentes a paz dos outros, a teu lado.


Esforça-te e renova-te incessantemente.


Alimenta a ansiedade com a oração; socorre a amargura com o trabalho; atende a melancolia, ajudando os outros; vence o tédio, amanhando o solo; recebe a decepção continuando a obra do bem; despede a angústia, no esforço da alegria alheia; suprime a dor, doando tua debilidade a Jesus Cristo...


Não pares a examinar ou a lamentar, demorando-te nas escuras províncias das lágrimas e da dor, como quem se encontra desamparado.


Dirige os olhos na direção da nascente matinal, deslumbra-te com o claro sol e viaja com ele...


Quando parecia vencido, injuriado e ferido, o Mestre, sem reclamação nem revide, deu-se a si mesmo pela felicidade de todos, oferecendo à posteridade o legado do seu sublime e insuperável exemplo. Faze o mesmo!




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