Messe de Amor

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CAPÍTULO 15

DE REFERÊNCIA AO DINHEIRO

Na Terra, as coisas têm o valor que lhes dás, e, entre outras, o dinheiro tem a primazia que lhe ofereces.


Com ele consegues o pão e através dele segues a aventura louca do poder ou o louco poder da aventura.


A grande maioria dos homens vive para consegui-lo, e o acumulam malsinando, perseguindo, infelicitando-se...


São os grandes infelizes felicitados por moedas sem real significação nos cofres da paz.


Outros, não o possuindo, sofrem as consequências das cruentas lutas travadas sem trégua nem quartel, buscando-o.


São os infelizes infelicitados pela falta de numerário.


No entanto poderiam ser felizes os que possuem — pela felicidade que se propiciariam, proporcionando felicidade aos infelizes; e ditosos os que se creem infelizes por não possuírem — felicitados pelos iminentes perigos de que estão livres, por não estarem escravos de valores que ficam com o corpo e, normalmente, são a causa do aniquilamento do próprio corpo.


Quando é possível reduzir o dinheiro à função para a qual existe — instrumento de trocas —, encontra o homem o roteiro iluminativo para a felicidade interior, longe dos tormentos capitais em que se atiram os invigilantes.


O dinheiro em si mesmo não é bênção nem maldição, mas objeto de permuta. Possuir ou não possuir dinheiro não é fator positivo ou negativo de felicidade. Acima da posse ou abaixo dela, está a posição de quem possui ou deixa de possuir.


Se muitos são escravos do "que têm", muitos há que são como servos submissos do que "não têm". Desse modo, o dinheiro que poderia ser amigo do homem, dele se faz sicário, obrigando-o a viver em função dele, para ele e em busca dele.


O dinheiro não compra, em ocasião alguma, as migalhas sem preço que constituem a felicidade real: um sorriso de espontânea simpatia; o amor que nasce nas fontes do sentimento puro; a paz que se enflora na afeição legítima...


Podendo adquirir muito, na Terra, o dinheiro no entanto, é mais fator de insatisfação do que de paz.


Talvez, por essa razão, o refrão popular ensina: "o homem feliz, na Terra, não tinha camisa"...


Ergue o pensamento ativo, acima das próprias lutas de todo dia e ausculta o pensamento divino espalhado na Grande Casa de Nosso Pai. Ouvirás a mensagem clara da felicidade, falando, sem palavras, em mil vozes: "ama e serve; desculpa e passa; semeia o bem de toda forma e, confiando sem cessar, encontrarás em ti mesmo o tesouro incorruptível da harmonia interior, que nada compra e fator algum destrói", retornando às atividades habituais, jubiloso e livre das angústias da posse do dinheiro, seguindo empós Aquele que, sendo o Senhor do mundo, se fez o servo de todos, como Modelo de Perfeição Ideal.




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