Autodescobrimento: uma Busca Interior

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CAPÍTULO 10

CONTEÚDOS PERTURBADORES

A RAIVA

Os conflitos psicológicos se instalam sempre nas pessoas imaturas, que da vida conhecem e valorizam apenas as sensações, desejando, em particular, as agradáveis, sem levar em consideração as outras, que resultam de desordens de variada natureza.


A condição humana propicia, por si mesma, a fragilidade, por decorrência da impermanencia dos implementos físicos que revestem o ser, assim como dos diferentes níveis de consciência que são alcançados no processo da evolução.


Como resultado, todos experimentam conflitos, que são choques de entendimento e de comportamento entre o que se quer e o que se é, entre o ego e o Self.


Quando, porém, esses conflitos se fazem duradouros, enraizando-se no psiquismo e perturbando o procedimento, adquirem expressões patológicas que necessitam de terapias específicas para serem erradicados.


A raiva é um fator de frequentes conflitos, que aparece repentinamente, provocando altas descargas de adrenalina na corrente sanguínea, alterando o equilíbrio orgânico e, sobretudo, o emocional.


Ninguém deve envergonhar-se ou conflitar-se por ser vítima da raiva, fenômeno perfeitamente normal no trânsito humano. O que se deve evitar são: o escamoteamento dela, pela dissimulação, mantendo-a intacta; o desdobramento dos seus prejuízos, pelo remoer do fator que a gerou; a auto compaixão, por sentir-se injustiçado; o desejo de revide, mediante a agressividade ou acompanhando o deperecer, o sofrimento do antagonista.


Quando algo ou alguém se choca com o prazer, o bem-estar de outrem, ou afeta o seu lado agradável, desencandeia-lhe instantaneamente a chispa da raiva, que se pode apagar ou atear incêndio, dependendo da área que atinja.


O ideal será permitir que a descarga voluptuosa e abrasadora tombe sobre material não inflamável, logo desaparecendo sem deixar vestígios.


A sensação da raiva atual tem as suas raízes em conflitos não digeridos, que foram soterrados no subconsciente desde a infância e ressurgem sempre que alguma vibração equivalente atinge o fulcro das lembranças arquivadas.


Quando tal ocorre, ressumam, inconscientemente, todos os incidentes desagradáveis que estavam cobertos com a leve camada de cinza do esquecimento, no entanto, vivos.


A raiva instala-se com facilidade nas pessoas que perderam a autoestima e se comprazem no cuidado pela imagem que projetam e não pelo valor de si mesmas.


Nesses casos, a insegurança interior faculta a irascibilidade e vitaliza a dependência do apoio alheio.


Instável, porque em conflito, não racionaliza as ocorrências desagradáveis, preferindo rea-gir - lançamento de uma cortina de fumaça para ocultar a sua deficiência - a agir, afirmando a sua autenticidade.


Toda vez que a raiva é submetida à pressão e não digerida, produz danos no organismo físico e no emocional.


No físico, mediante distúrbios do sistema vago-simpático, tais como indigestão, diarreia, acidez, disritmia, inapetencia ou glutoneria - como autopunição, etc.


No emocional, nervosismo, amargura, ansiedade, depressão...


Muitas raivas que são ingeridas a contragosto e não eliminadas desde a infância, em razão de métodos castradores da educação, ou agressividade do grupo social, ou necessidades socioeconômicas, podem desencadear tumores malignos e outros de graves efeitos no organismo, alterando a conduta por completo.


O Poder Supremo criou a vida como bênção e o ser para fruí-la.


Nas Leis Soberanas não existe um só item punitivo ou gerador de violência, tudo contribuindo para a harmonia geral, inclusive as ocorrências que parecem desconcertantes.


Diante da raiva, é necessária a aplicação do antídoto equivalente para dela liberar-se.


Muitas técnicas do Rolfismo, da Psicologia, merecem ser utilizadas, de forma que não se transforme em ressentimento, por ficar arquivada intacta à espera do desforço.


Não adiantam o perdão externo e a aparência, mas a sua eliminação, assim como dos seus efeitos.


Quando Jesus propôs o perdão das ofensas, Ele se referiu ao esquecimento delas, isto é, à sua diluição na água lustral do amor.


Partindo-se do princípio pelo qual se considere o ofensor alguém que está de mal consigo mesmo ou enfermo sem dar-se conta, o conteúdo da raiva diminui e até desaparece, graças à racionalização da ofensa.


Quando a raiva se deriva de uma doença, de um prejuízo financeiro, da traição de um amigo, da perda de um emprego por motivo irrelevante, de algo mais profundo e imaterial, a resignação não impede que se lhe dê expansão para, logo após, eliminá-la.


Chorar, considerar a ocorrência injusta, descarregar a emoção do fracasso, gastar a energia em uma corrida ou num trabalho físico estafante, projetar a imagem do ofensor, quando for o caso, em um espelho, elucidando a raiva até diluí-la, são admiráveis recursos, dentre outros, para anular os seus efeitos danosos.


A meditação deve ser buscada também, para auxiliar na análise das origens do acontecimento, constatando se teria sido o responsável pela sua vigência e, ao confirmá-lo, evitar a autopiedade, contrapondo a lógica e o direito de errar, mas não a permissão de ficar no engodo.


A prece de compaixão pelo ofensor e de autofortalecimento possui o miraculoso condão de diluir as vibrações da raiva, erradicando-as.


As ondas mentais perturbadoras da raiva sobre as células afeta-as e a inconsciente necessidade de autopunição pelo acontecimento facilita-lhes a degenerescência.


Assim, ter raiva é sintoma de ser sensível, e bem canalizá-la, até a sua diluição, é característica de ser humano lúcido e saudável.


A raiva obnubila a razão e precipita o ser em profundos fossos da alucinação.


Quando ofendido, o indivíduo deve expressar os seus sentimentos ao agressor, aos amigos, sem queixa, sem mágoa, demonstrando ser normal e necessitado de respeito, de consideração como todas as demais pessoas.


Nunca se permitir a falsa postura de humildade, fingindo santificação antes de ter alcançado a plena humanização.


Quando se parece sem ser, transita-se por larga faixa de conflitos, inclusive o de inferioridade, avançando-se para os estados depressivos.


Não se deve facultar a autodesvalorização, apontando os próprios itens negativos ou apresentando relatos autodepreciativos, para agradar aos demais ou fazê-los rir...


Humildade não é negação de valores, nem subestima por si próprio, fazendo-se caricaturas pejorativas da sua realidade.


Ser filho de Deus, encontrar-se em experiência evolutiva, poder discernir, entre outros logros, constituem bênçãos que não podem ser desprezadas.


Jesus, o Homem humilde por excelência, jamais se escusou.


Submeteu-se aos fariseus, aos dominadores transitórios e seus fâmulos...


Respeitar-se e amar-se são, por fim, os melhores recursos para enfrentar a raiva.


Retê-la, nunca! Sem revides, nem mágoas.


O RESSENTIMENTO

A raiva não extravasada ou liberada no mesmo nível da agressão recebida torna-se cruel adversário do indivíduo, tomando a forma hostil de ressentimento.


Herança das experiências mal suportadas, o ressentimento inconsciente encontra-se encravado no cerne do ser, ramificando-se em expressões variadas e da mesma qualidade perturbadora.


Ressuma sempre na condição de melancolia ou como frustração e desinteresse pela existência física, em mecanismo de culpa que não logra superar.


O ressentido agasalha sentimentos de antipatia, que se convertem em animosidade crescente, sempre cultivada com satisfação, à medida que lhe concede área emocional para o desenvolvimento.


O ressentimento tisna a razão, perturba a óptica pela qual se observam os acontecimentos, enquistando-se como força destrutiva que, não conseguindo atingir aquele que lhe deu origem, fere o ser no qual se apoia.


Tumores de gênese desconhecida, transtornos neuróticos, distúrbios gástricos de etiologia ignorada constituem somatização dos venenos do ressentimento, alcançando o metabolismo orgânico e interferindo na estrutura das células.


Tudo no Universo se encontra mergulhado em vibrações e ondas que procedem do Poder Criador.


Em consequência, o equilíbrio vige na sintonia com a ordem, com os princípios da harmonia.


Cultivando-se a raiva e convertendo-a em ressentimento, este descarrega vibrações vigorosas na corrente energética mantenedora do equilíbrio, atingindo o arquipelago celular e interrompendo o fluxo normal das ondas que mantêm a interação psicofísica.


Desarmonizado o ciclo vital, facilmente ocorre a distonia da mitose, que funciona por automatismo, acelerando-lhe, a partir de então, o processo de multiplicação, surgindo as tumorações, as neoplasias malignas ou não...


A mente é a grande mantenedora das forças existenciais.


Sob a ação de estímulos - otimistas ou tóxicos —, passa a exteriorizar os conteúdos equivalentes no comportamento emocional e físico.


É necessário vigilância e ação da vontade com real sentimento de humildade - que é virtude especial -, para converter o ressentimento em compreensão e tolerância.


Cada pessoa é conforme suas estruturas psicológicas. Desejá-las diferentes, significa ignorar as próprias possibilidades.


Todos os indivíduos se enganam, agem incorretamente e, às vezes, inspiram reações inamistosas, como efeito do nível de evolução no qual estagiam.


Nem sempre ocorrem reciprocidades, quando da emissão de ondas mentais na área da simpatia, o que não se deve converter em atitude de animosidade por suspeição, por mecanismos de agressividade, gerando antipatia.


O ressentimento é fruto também da ausência de autoamor, projeção inconsciente da sombra psicológica dos conflitos de cada qual.


À medida que se desenvolvem os sentimentos de segurança pessoal, de harmonia interior e de autoestima, desaparece o ressentimento, por não encontrar apoio nos alicerces do subconsciente do ser.


Quando alguém se encontra ressentido com a má sorte, com os insucessos profissionais, afetivos e sociais, deve adquirir consciência das imensas possibilidades que lhe estão ao alcance e recomeçar as experiências que não obtiveram êxito, desarmado do pessimismo como do sentimento de culpa.


Todo processo de conquista passa por diferentes estágios de erro e de acerto, de insucesso e de vitória.


Desse modo, o conflito do ressentimento pode ser superado pelo exercício da autovalorização, do sentido de utilidade à vida, de conscientização do bem.


Ressentir-se diante de alguém perturbador, ou de algo desequilibrante, pode ser considerado como reação emocional imprevista que ocorre, susceptível, porém, de liberação, de rápida diluição nos painéis do sentimento atormentado.


Se alguém se sente atingido por uma injustiça ou agressão, por uma onda perturbadora ou inamistosa, de imediato corrija a sintonia mental e mude a faixa do pensamento.


Quando ressentido, não se deve constranger por chorar, reclamar, descarregar a tensão em algum trabalho, para logo retornar ao estado precedente, o de paz.


Humano é todo indivíduo que se considera capaz de errar, de magoar-se, mas também de erguer-se, saindo do paul sem as marcas da passagem pelo terreno pantanoso e infeliz.


LAMENTAÇÃO

Entre os hábitos negativos que se arraigam nas personalidades conflitáveis e inseguras, a lamentação ocupa um lugar de destaque.


Vicio perturbador, deve ser combatido com a lucidez da razão, em face à não justificativa dos argumentos em que se apoia.


Essas pessoas atormentadas, que se deixam arrastar pelos temores, normalmente buscam alívio em fugas espetaculosas pelas drogas aditivas, pelo fumo, pelo álcool, ou buscam os jogos de azar, a que se apegam em pugnas intérminas quão infelizes.


Quando não o fazem, dessa forma, ou simultaneamente, atiram-se às queixas e lamentações, assim exteriorizando as tensões geradas pelas altas cargas de amargura e ressentimento que guardam, sem o esforço por se liberarem desses tóxicos destrutivos, que mais se avolumam, quanto mais são cultivados.


Dotadas de auto compaixão injustificável, à qual apoiam a preguiça física e mental, para não saírem da situação embaraçosa e negativa, consideram-se sempre vítimas da família, do grupo social, das leis e dos governos... ou do destino.


No entanto, poderiam ser saudáveis e ditosas, caso se resolvessem por adotar o vício do otimismo.


Ninguém alcança patamares superiores sem o empenho para conquistar os mais baixos, aqueles de difícil acesso.


Vencida uma etapa, outra surge, convidativa, como desafio a logros mais apreciáveis.


Quem prefere a lamentação ao esforço, acreditando que as demais pessoas foram aquinhoadas sem mérito, opta pela situação de vítima de si mesma, ao invés de triunfador sobre os próprios limites.


Patologicamente compraz-se na situação insustentável, tornando a existência uma canga de elevado teor desequilibrante.


A sua óptica é sombria, por considerar que tudo e todos conspiram contra sua paz e felicidade.


Saísse da concha da auto compaixão, e se deslumbraria com o sol e a Natureza convidando ao banquete da alegria.


Preenchesse os vazios espaços mentais com preocupações positivas, recheadas de ações que favorecem o progresso, e respiraria o clima do otimismo, estimulado ao autocrescimento, fruindo as dádivas do bem-estar existencial.


A lamentação como a queixa são morbo pestilento de fácil contágio, pelos vapores e vibrações tóxicas que esparzem.


A saúde mental exige esforço pessoal, que é intransferível, caracterizado pelo real desejo do equilíbrio.


Uma decisiva disposição para o autoencontro e o empenho para consegui-lo são os instrumentos hábeis para o tentame, que se coroará de êxito.


Toda empresa para alcançar metas impõe trabalho que não cessa.


O empreendimento da autovalorização, com a consequente conquista de si mesmo, é de largo percurso, e sua gratificação se alcança nas diferentes etapas do processo de libertação dos vícios e acomodações habituais.


A vida é rica de convites ao progresso e à responsabilidade, em iguais condições para os indivíduos.


Mesmo aqueles que ora se apresentam limitados ou aparentemente impedidos não se localizam fora do processo, por estarem incursos nos imperativos da reencarnação, que alcança todos que se comprometeram com a ociosidade e a delinquência, convidando-os ao reequilíbrio, à reparação.


Esse fluxo do ir e vir é inevitável até o momento da plenitude, que se atinge mediante a consciência objetiva, quando se consegue sintonizar em harmonia com a Cósmica.


Passo a passo, realização a realização, o ser libera os potenciais adormecidos, e com entusiasmo ascende moralmente, enquanto adquire os conhecimentos que o intelectualizam para entender as Leis da Vida.


A lamentação é, portanto, obstáculo voluntário que o indivíduo coloca no seu processo de evolução, retardando a marcha do progresso e abrindo espaço para situações perturbadoras e penosas que virão arrancá-lo, mais tarde, da inércia e da autocomiseração, porquanto ninguém pode impedir o crescimento para Deus, que é a fatalidade da vida.


PERDA PELA MORTE

Profunda e dilaceradora é a aflição que decorre da perda de pessoas queridas, mediante o fenômeno biológico da morte.


Essa dor, no entanto, é decorrente, entre outros fatores, de atavismos psicológicos, filosóficos e religiosos, que não educaram o indivíduo a considerar natural, como o é, a ocorrência que faz parte do processo orgânico pelo qual a Vida se expressa.


A própria conceituação de morte como fim é frágil e insustentável, porque nada se aniquila, e os mortos não têm interrompido o fluxo existencial.


Transferem-se de faixa vibratória, deslocam-se temporariamente, mas náo se aniquilam.


Continuam a viver, comunicam-se com aqueles que ficaram na Terra, estabelecem novos liames de intercâmbio, aguardam os afetos e recebem-nos, por sua vez, quando desencarnam.


Ademais, o próprio verbo perder, nessa conceituação, encontra-se totalmente deslocado.


Pessoas não podem deixar de prosseguir, perdendo-se, no sentido de coisas que deixam os seus possuidores e desaparecem. Ninguém pertence a outrem, e somente se perde o que não se tem...


Assim, as dores acerbas, que acompanham a morte das pessoas queridas, possuem altas cargas de emoções desequilibradas que explodem extemporâneas, com caráter autopunitivo, não afetivo.


Às vezes, a pessoa não era atendida como merecia, enquanto no corpo, e, ao morrer, aqueles que se descobrem em falta, autossupliciam-se, fazendo quadros de revolta, desespero e depressão.


Noutras ocasiões, projeções de conflitos retidos espocam, gerando maior soma de desequilíbrios.


Na maioria das oportunidades, no entanto, são os sentimentos naturais de saudade, de ausência, de ternura que ferem aqueles que ficam, martirizando-os.


É justo que se sofra a dor da separação, que se chore a ausência, que se interrogue em silêncio como se encontrará na nova situação o ser amado.


O desespero, no entanto, não se justifica, por não equacionar, nem preencher o vazio que permanece.


Extravasar a dor mediante as recordações felizes, orvalhadas de lágrimas, reviver episódios marcantes com ternura, repartir os haveres com os necessitados em sua memória, envolvê-los em orações e crescer intimamente, são recursos valiosos para a liberação das mágoas decorrentes da morte.


Quase sempre se fazem interrogações ilógicas, nessas situações, como: — Por que ele? Por que eu? Ora, todos são mortais, nos equipamentos orgânicos, e o número de óbitos é expressivo, cada vez alcançando este ou aquele indivíduo, ou alguém do seu grupo social.


Pela própria Lei das Probabilidades chega a vez de todos, um a um, ou coletivamente.


É inevitável.


A dor da separação física prolonga-se por largo período de tempo.


A princípio é traumatizadora, mostrando-se mais pungente com o transcorrer dos dias. No entanto, digerida pela esperança do reencontro, da comunicação, e graças ao afeto preservado, torna-se luarizada, suavizando-se e conservando somente os sinais da gratidão por se haver fruído da presença querida.


Evitar, pois, a depressão e seus males, ante a morte de alguém afeiçoado, é prova de amor por quem partiu e não pode ser culpado de haver viajado, sem consulta prévia ou anuência, conduzido pela Vida ao retorno às origens, para onde todos seguirão.


AMARGURA

Outro aspecto perturbador no comportamento psicológico do indivíduo é a presença da amargura, esse agente de transtornos depressivos.


Pode situar-se em reminiscências inconscientes de reencarnações passadas, a causa da amargura, em forma de melancolia, saudade ou tristeza, ou pode encontrar-se na atual existência como efeito de traumas da infância, presença da imagem do pai ou da mãe dominadores, efeito das castrações pelo medo, da submissão imposta, de outros conflitos que remanescem como agentes que lhe são propiciadores.


A amargura deve ser racionalizada, a fim de ser diluída e sua vítima recuperar a beleza, a alegria de ser e de viver, tomando parte ativa nas realizações do meio social onde se encontra, para fortalecimento de valores e evolução.


Os exercícios frequentes de pensamentos otimistas com reflexão, caminhadas em bosques ou à beira-mar, auxílio fraterno em obras de ajuda social e moral, entre outros, são de excelente resultado para a liberação da amargura.


Igualmente, a elaboração de programas de autoestima, a participação em labores com grupos de apoio tornam-se estimulantes para o restabelecimento da saúde emocional do indivíduo, livrando-o do azedume e das sequelas da amargura.


A criatura humana existe para amar, amar-se e ser amada.


O amor é a vibração de Deus que perpassa em todas as coisas do Universo. Quem não está disposto a sair do labirinto do ego, que se compraz na amargura, dificilmente se ama, será amado ou amará, por preferir ser visto pela piedade e pela compaixão, negando-se, embora inconscientemente, ao amor.


O grande fanal da vida é a autorrealização, é o autoencontro, através dos quais se identifica com o seu próximo e Deus.


Para se lograr o cometimento, quem esteja nas sombras da amargura, permita-se uma fresta por onde entre a luz da esperança e, ao banhar-se com a sua clarida de, não lhe resistirá ao brilho, sendo vencido pela mensagem de que se faz portadora.


A amargura é vapor morbífico que se exterioriza do sentimento doentio e domina as paisagens da mente, assim como da emoção.


Todo empenho para diluí-la é a proposta-desafio para quem pensa e anela por felicidade hoje e no futuro.




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