Vida: Desafios e Soluções

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CAPÍTULO 3

Fatores de insegurança

A criatura astuta

Com variações, narram os mitólogos gregos que a cidade de Corinto, quando em determinado período era governada por Sísifo, apresentava-se árida e desprovida de fontes de recursos para a própria manutenção. O rei mitológico, para a preservação(2) da cidade e do seu povo, mantinha um verdadeiro exército de assaltantes que atacavam os viajantes imprevidentes, que se viam obrigados a passar pela região demandando outras áreas.


Graças à astúcia de que era constituído, estava sempre informado das ocorrências locais e também das acontecidas no Olimpo.


Tomou conhecimento, graças aos seus espiões, de que o deus Asopo andava desesperado porque sua filha Egina desaparecera sem deixar vestígio, e estava oferecendo fortuna e fertilidade a quem desse informação que levasse à jovem raptada.


Sísifo, mui astuciosamente, conseguiu saber do paradeiro da moça e, buscando-lhe o pai, prometeu dizer onde a mesma se encontrava, se ele cumprisse a promessa de compensar aquele que o auxiliasse a encontrar Egina.


Confirmando o que estabelecera, Asopo soube que fora Zeus quem a raptara e a mantinha em cativeiro. 2- Vide o nosso livro Desperte e Seja feliz. Capítulo 24 -

Inteireza moral.


Editora LFIAL. Nota da Autora espiritual.


O pai angustiado procurou o supremo deus e exigiu-lhe a entrega da filha.


Sem poder negar-se à solicitação, Zeus devolveu-lha com a condição de saber quem o delatara, o que Asopo informou sem rebuços.


Tomando conhecimento do fato, Zeus enfureceu-se e mandou a Morte buscar Sísifo.


O astuto, que pensara haver solucionado o problema-da sua terra e do seu povo, que passaram a ter águas em abundância, com a sua atitude gerou um novo desafio, que era enfrentar a detestada encerradora de destinos.


Acreditando-se, no entanto, invencível na astúcia, quando a Morte chegou, elogiou-a, informando que desejava homenageá-la com um colar especial que havia reservado para aquele momento.


No entanto, solicitava o prazer de adorná-la, ele próprio.


Envaidecida, a Morte aceitou o gesto do rei e, quando este lhe pôs o adorno, reteve-a, porquanto se tratava de uma coleira habilmente disfarçada em colar.


A Morte ficou encarcerada e ele acreditou-se livre de futuras injunções, assim vencendo Zeus.


Outros deuses, no entanto, como Saturno, soberano dos mares e dos infernos, e Mercúrio, responsável pela guerra e pela morte, procuraram o supremo deus e levaram-lhe ásperas queixas.


Com o aprisionamento da Morte, os infernos estavam sem população nova e as guerras foram interrompidas.


Exigiam, dessa forma, que a mesma fosse libertada e Sísifo viesse trazido a julgamento.


Dessa vez, Zeus enviou Hermes, que não teve dúvida em apresentar-se ao astucioso e impor-lhe a viagem postergada.


Colhido de surpresa, o deus-rei pediu licença para despedir-se da mulher e, ao fazê-lo, sussurrou-lhe ao ouvido que, após a sua morte, não lhe deixassem sepultar o cadáver, porque ele pretendia regressar.


Assim, mui prazerosamente seguiu Hermes à presença de Zeus, que havia reunido o Olimpo para o julgamento do ambicioso.


Na oportunidade, diante de todos, antes que lhe fosse aplicada a sentença, Sísifo solicitou a Zeus que o deixasse retornar à Terra, porque o seu corpo não houvera recebido as homenagens que são devidas aos reis, particularmente àqueles de procedência mitológica.


Ademais, como se podia verificar, ele não se encontrava com o eidolon (corpo espiritual), exigindo, dessa forma, um retorno à Terra.


O Soberano lhe concedeu a volta ao mundo e, quando retomou o corpo, sem demora, evadiu-se de Corinto com a mulher, a fim de fugir à fúria de Zeus.


Certamente resolveu um novo desafio, no entanto gerou um problema muito mais grave, que iria defrontar posteriormente.


Instado pelos demais deuses a respeito da punição que deveria ser aplicada no fujão, respondeu-lhes o Soberano:

— Mandarei agora um deus do qual ele não fugirá para sempre.


Trata-se do Tempo.


E silenciou.


Sísifo fugiu quanto pôde, porém, à medida que o fazia, era tomado pela velhice, pelas enfermidades, até que a Morte veio buscá-lo.


Ao ser apresentado a Zeus, sem qualquer escusa, ouviu a pena que lhe estava reservada, por haver tentado burlar as leis, fugir à Justiça.


Deveria conduzir uma pedra de grandes proporções montanha acima, até colocá-la no acume.


Para evitar diminuição de movimento no trabalho, quando lhe adviesse o cansaço, foi destacada uma Erínia para fustigá-lo com um bidente.


E até hoje, narram os mitólogos, Sísifo tenta conseguir o intento.


Isso porque, ao chegar próximo à parte superior da montanha, a pedra escapa-lhe das mãos e volta ao piso, exigindolhe repetir a façanha, sem êxito, indefinidamente.


É bem o testemunho de advertência àqueles que estão sempre transferindo deveres e realidades, acreditando na própria astúcia.


Supõem-se, todos quantos assim agem, que são muito espertos, enquanto os demais são estúpidos ou ingênuos.


"Em realidade, astúcia não expressa inteligência, mas sim, instinto de preservação da vida e dos jogos de interesses pessoais. " Todo indivíduo enfrenta desafios para crescer.


A própria existência terrestre é um permanente convite ao esforço.


A melhor solução para enfrentar problemas é tentar resolvê-los nas suas fontes, evitando-se as atitudes que os postergam, trazendoos de volta mais complicados.


O que não é feito hoje, amanhã estará, por certo, mais difícil de ser conseguido.


Quando se resolve mal um problema, ele dá surgimento a outro, que lhe é resultado, ou retorna mais desafiador.


Por isso, somente as atitudes corretas, baseadas na honradez e na lealdade, conseguem resolver em definitivo as dificuldades e as ocorrências desagradáveis do percurso.


O indivíduo imaturo sempre adia soluções, na ilusão de que amanhã as possibilidades serão melhores do que as de hoje, fugindo ao enfrentamento com a consciência e o dever.


Suas vitórias são conseguidas através dos mecanismos da deslealdade, da conduta incorreta, que lhes permitem sorrir da forma como ludibriam os demais.


Em verdade, porém, enganam-se a si mesmos, porque o compromisso retorna-lhes sempre para a necessária regularização.


O amadurecimento psicológico propõe que cada atividade tenha lugar no seu momento próprio, e cada desafio seja atendido no instante correto, quando se apresente.


A auto compaixão diante dos problemas e a astúcia para fugir deles são mecanismos infantis que em nada os resolvem.


Problema solucionado significa patamar vencido e novo desafio de crescimento adiante, porque é assim a constante da vida humana em seu sentido de evolução.


Necessidade da mentira

Os remanescentes da fase de mendacidade permanecem no adulto imaturo, levando-o ao prosseguimento da distorção da realidade, de modo que lhe agrade aos sentidos, gerando, inconsequente, situações vexatórias que o fazem sofrer e aos demais, após o que, liberado do que poderiam ser resultados infelizes, mesmo prometendo-se que não voltará a reincidir no vício, no condicionamento da mentira, repete a experiência desagradável.


A insegurança infantil está presente nesse indivíduo que se recusa ao crescimento, acreditando chamar a atenção utilizandose desse instrumento de perturbação.


A mentira dever ser rechaçada sob qualquer forma em que se apresente, em face dos prejuízos morais que provoca, levando à maledicência, à calúnia e a todo um séquito de terríveis distonias psicológicas e éticas no comportamento social.


O mentiroso é alguém enfermo, sem dúvida, no entanto provoca desprezo, em razão da forma de proceder, tornando sua palavra desacreditada mesmo quando se expressa corretamente, o que nem sempre acontece.


De tal forma se lhe faz natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, que os revela de forma irreal, esperando manipular pessoas através desse ignóbil ardil.


As raízes da mentira estão no lar malformado, instável, onde a insegurança era substituída pela compra dos valores que a fantasia disfarça.


Além desse fator, os conflitos da personalidade induzem ao comportamento da fantasia, em fuga neurótica da realidade, que constitui ao paciente um verdadeiro fardo, que não gosta de enfrentar.


As coisas e os acontecimentos para ele devem ser coloridos e sempre bons.


Assim, quando não ocorre, o que é normal, apresentasse-lhe assustador, parecendo ameaçar-lhe a paz e levando-o ao mecanismo da falsificação do acontecimento.


Tornou-se tão habitual o fenômeno da distorção dos fatos, que se criou a imagem da chamada mentira branca, isto é, aquela de caráter suave, que não prejudica, pelo menos intencionalmente, e evita situações que se poderiam tornar desagradáveis, caso fosse dita a verdade.


A face da verdade é transparente e nunca deve ser ocultada.


Na história da humanidade, as grandes lições sempre foram apresentadas de forma poética, simulada, velada, a fim de sobreviverem aos tempos e terem o seu significado interpretado conforme os parâmetros de cada época, em todos os séculos, como o Vedanta, a Bíblia, o Zend Avesta, o Corão, para nos referirmos a apenas alguns dos grandes Livros espirituais, passando pela literatura de Homero, de Virgílio, de Ovídio, de Horácio, de Dante.


São assim os contos, as suras, as parábolas, as estórias, os koans...


Apesar da forma, a verdade ressalta no conteúdo dessas narrativas, levemente escondida, de modo a preencher o entendimento daqueles que as ouviram dos seus autores, bem como tornar-se fácil narrá-las à posterioridade, que delas todas se vem beneficiando no transcurso dos milênios.


Há, quase sempre, nos indivíduos, uma reação psicológica contra a verdade.


Deseja-se sempre ouvi-la, porém, como se assevera popularmente, dourando-se a pílula, isto é, escamoteando-a.


Certamente, não se deve zurzi-la como um látego, que é uma forma neurótica de agir, de impor-se com a sua verdade, ferindo e, dessa maneira, sentindo-se triunfante, em mecanismo perturbador de falsa superioridade moral.


Todo aquele que assim procede é portador de grave complexo de inferioridade inconsciente, que se exibe como autoridade e fiscal da fragilidade humana.


A verdade deve ser ministrada com naturalidade, suavemente, sem alarde, sem imposição, mas também sem ser falseada, sem perder a força do seu conteúdo.


O mentiroso desculpa-se, incidindo no erro e acusando as demais pessoas, que parecem não o entender, fugindo à responsabilidade das suas informações alteradas.


Uma disciplina e vigilância rígida na arte de falar, procurando repetir o que ouviu como escutou, o que viu conforme ocorreu, evitando traduzir o que pensa em torno do assunto, que não corresponde à legitimidade do fato, são de vital importância para o encontro com a realidade.


A terapia da boa leitura, dos hábitos saudáveis no campo moral, sem pieguismo nem auto compaixão, produz resultado relevante e reajusta o indivíduo à harmonia entre o que pensa, vê, ouve e fala.


Não há, portanto, necessidade de mentir, e quando isso ocorre, defronta-se um distúrbio de comportamento que precisa ser corrigido.


A filosofia budista, entre outros ensinamentos nobres, mostra as sete linhas da conduta saudável, estabelecendo os itens ideais do bem proceder, dos quais destacamos apenas: pensar corretamente, falar corretamente, agir corretamente...


No pensamento, portanto, tem lugar o planejamento de tudo.


Dessa forma se deve pensar com correção, falar com correção, de modo a se poder agir com correção.


Por isso, a vida familiar deve ser um lugar de segurança emocional, de realização total e não o reduto onde se vão descarregar o meu humor e as tensões do cotidiano.


Uma criança de sete anos indagou à sua genitora, profissional de televisão, por que ela sempre se apresentava sorrindo na tela do aparelho, enquanto que em casa estava sempre aborrecida e enfezada.


Surpreendida com a indagação, a senhora respondeu que, na televisão, ela ganhava para sorrir.


Diante da resposta, a filha, que a amava, indagou-lhe, esperançosa: - E quanto a senhora quer ganhar para sorrir também em casa?


Os filhos são mais do que reproduções do corpo.


Trata-se de Espíritos atentos, necessitados uns, preparados outros, para seguirem adiante e construírem o mundo do futuro.


Todo o cuidado que lhes seja dispensado é sempre de resultado feliz.


Afetividade conflitiva

Entre as condutas perturbadoras, convém seja destacada a como de relevância, apresentada pela criatura humana que, desajustada emocionalmente, expressa todos os seus tipos de realizações mediante estados de desequilíbrio, gerando novas ansiedades, insatisfações e desajustes.


A carência afetiva e a insegurança normalmente produzem comportamentos antinaturais, instáveis, que chamam a atenção de forma desagradável.


Confundindo afetividade com paixão, o paciente transfere o seu potencial de irrealizações para o ser elegido e propõe-se a dominar-lhe a existência, utilizando-se de ardis variados, através dos quais, sentindo-se sem valor para receber amor, tenta conquistar piedade, simpatia, fazer-se necessário, isolando o afeto de outros relacionamentos e atividades, de forma a estar sempre presente e tornar-se um misto de servo e amante ao alcance da mão.


As suas manifestações de afetividade são egoísticas, insaciáveis, derrapando no ciúme doentio, que assevera ser demonstração de amor, destruindo a espontaneidade das atitudes na convivência.


Mesmo que amado, desconfia dessa possibilidade, afirmando ser do outro um sentimento de compaixão e não um amor cheio de arrebatamento e de profundidade.


Sempre almeja dedicação exclusiva até o asfixiar da pessoa escolhida, que perde a personalidade sob o jugo implacável desse algoz afetivo.


Não obstante consiga conquistar alguém, não é capaz de mantê-lo, porque sempre aspira a mais, a ponto de tornar insuportável o convívio, fugindo para a autodestruição psicológica.


Suas maneiras são artificiais, sua preocupação única é cercar o ser querido com demonstrações cansativas do que diz ser o amor que devota, não compreendendo que o outro tem inquietações próprias e anseios diferentes dos seus, e nem sempre está disposto a suportar a asfixia que lhe é imposta.


A criatura nasceu para ser livre, e, por isso mesmo, o amor é sentimento que liberta, proporcionando paz e alegria.


Quando manifestado por exigências descabidas, deperece e morre.


O amor tem infinita capacidade de compreender e de tolerar, de ser franco e honesto, nunca diminuindo, quando em dificuldades, por dispor de recursos nobres para eliminar os impedimentos e incompreensões.


Um relacionamento saudável é feito de diálogos e coerência de comportamentos, de lealdade na forma de ser e autenticidade na maneira de viver, de tal forma que a presença do outro não inibe, antes agrada, preenchendo os espaços sem as imposições habituais de tomá-los.


A pessoa nem sequer se dá conta de como o outro ser é-lhe importante, até o momento em que lhe sente a ausência, experimentando a profundidade afetiva e o significado daquele a quem ama.


Quando a afetividade se apresenta através de uma pessoa insegura, torna-se tormentosa, cansativa, e aquele que parece amado sente-se bem quando longe do seu controlador emocional.


Por sua vez, o atormentado olha todos quanto estimam o seu elegido como adversários ou competidores, invejosos ou dificultadores da sua plenificação e felicidade.


As raízes dessa conduta estão na infância solitária, maltratada, que foi vivida conflituosamente e transferiu para o futuro as aspirações de dominação para ter, em vez da afirmação pessoal para ser.


Na fase infantil, sentindo-se desamada, a criança chamava a atenção pelo choro, pela insubordinação, pelo fingimento, que transferiu para a idade adulta, dissimulando o que pensa e o que faz, em razão dos recursos mentais de que dispõe.


A libido funciona, nesses casos, sob estímulos equivocados, quando o indivíduo passa de um estado de posse ao de perda, agigantando-se e desejando o outro, submetendo-se a situações humilhantes, desagradáveis, sem importar-se, desde que atenda o ego em angustiosa desesperação.


Quase nunca relaxa quem assim se comporta, vivendo de suspeitas e procurando provas do que pensa, por isso exigindo sempre mais abnegação, paciência e demonstrações de amor que espera receber, sem satisfazer-se.


Essa afetividade patológica requer terapia cuidadosa, a fim de o paciente adquirir a tranquilidade perdida e a autossegurança, necessárias para poder amar sem conflitos.


Quanto mais a pessoa tentar ignorar que esse é um comportamento irregular, tanto mais difícil se lhe torna a convivência com as demais criaturas, particularmente quando manifesta a tendência para ser vítima, transferindo a culpa do que lhe ocorre para as demais pessoas.


A coragem para assumir responsabilidades e reconhecer a urgência, em favor de uma terapia conveniente para o seu conflito, já é um passo significativo para o seu processo de cura.


Apoios ineficazes

Procurando fugir da realidade, o paciente portador de insegurança e que vive experiências perturbadoras, não poucas vezes recorre a mecanismos de apoio, a fim de evitar o enfrentamento com a própria consciência, sendo, por isso mesmo, vítima de transtornos comportamentais que vitaliza sistematicamente, por escassear-lhe o discernimento para o que é correto, razão pela qual a sua é uma conduta patológica.


A postura de vítima constante é uma das suas características, refugiando-se nesse esconderijo em busca de compaixão e de justificação para todos os seus desequilíbrios.


Torna-se enfadonha, cansativa para os demais, a sua forma de apresentar-se sempre incompreendido, sem o menor esforço para compreender, tomando postura de responsabilidade dos atos.


Noutras vezes, passa de vítima a acusador inconsequente, vendo o que lhe apraz e nunca identificando o que realmente acontece, complicando mais a situação em que se encontra.


Tem grande preocupação em conseguir aderentes desinformados para a sua área, usando recursos infantis ou perversos como a calúnia, a infâmia, a maledicência, desde que resultem ônus favoráveis para os objetivos que persegue.


A dissimulação é atitude habitual, variando de um para outro estado, de forma que se apresente com aparência jovial ou inocente, infeliz ou amargurada, a depender da circunstância e do objetivo que tem em vista.


Esse paciente recorre a esses apoios, que são ineficazes, por causa da sua personalidade infantil, sem desenvolvimento emocional, ingenuamente acreditando que, na falta de coragem para viver integralmente conforme as ocorrências, a sua existência deve transcorrer em plano de fantasia e irrealidade.


O ser psicológico maduro enfrenta desafios e vence-os com naturalidade, sem pressa, confiando no próprio crescimento e nos recursos de que possa usufruir na convivência social.


Quando se fragiliza, para, reflexiona e recomeça, procurando fortalecer-se na própria luta, evitando fugir, porquanto esse recurso não leva a nada.


Já o indivíduo imaturo não se enfrenta, nem a ninguém enfrenta, utilizando-se de mecanismos especiais para evitar definições, assumir compromissos e cumpri-los.


Outras vezes, tem facilidade para comprometer-se, como forma de postergar decisões e soluções, transferindo, porém, sempre, a realização.


Serão necessários muitos esforços do paciente para libertar-se dessa tendência de recorrer a apoios ineficazes, porquanto perigosos, resolvendo-se pelas atitudes definitivas, mesmo que a preço de esforço e luta.


Em qualquer situação, ser-lhe-á sempre exigido o trabalho.


Que o seja, portanto, quando para o êxito e não para transferência; para o momento, em vez do futuro; para a verdade e a libertação, em detrimento da fantasia e da ilusão que se dissipam, deixando-o no ar, em maior insegurança emocional e real.




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