Vida: Desafios e Soluções

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CAPÍTULO 1

VIDA

Definição e proposta

Os bons dicionaristas definem a vida como um Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo, o crescimento, a reação a estímulos, a adaptação ao meio e a reprodução, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.


A vida pode também ser considerada como o período que medeia entre as ações e reações que vitalizam os seres vivos, como resultado de organizações celulares de grandiosa complexidade, que se desenvolvem entre o nascimento e a morte.


Supõe-se que a vida teve início no período pré-cambriano, embora a ausência de vestígios fósseis, que por certo desapareceram, em vez de não haverem existido, pois que, no período imediato - o cambriano - já era volumosa a presença da fauna, rica e diversificada.


Quando surge uma estrutura celular se pode identificar o ser vivo.


No caso dos vírus, alguns deles ainda não possuindo estrutura celular, não podem ser considerados como tal.


Todos os seres vivos dependem grandemente do consumo da energia, que chega à Terra através da luz do Sol, que a exterioriza, convertendo quatrocentos e vinte milhões de toneladas de massa em cada segundo, para poder manter o Sistema, e, por consequência, todas as formas de vida em nosso planeta, especialmente as plantas que servem de base para a manutenção dos vegetais, ao lado de outras substâncias, e que, por sua vez, nutrem os animais.


Embora essas expressões variadas de compreensão em torno da vida, eis que ela transcende a tais limites impostos pela deficiência de linguagem, pela pobreza da forma e da maneira para entender-lhe o significado profundo que a oculta, mesmo aos olhos dos observadores mais atentos.


A vida manifesta-se conforme a sua estrutura própria e peculiar, sendo detectada por cada estudioso, por cada analista, de acordo com o seu ângulo de entendimento ao vê-la e senti-la.


Santo Agostinho a considerava filosoficamente muito simples como a nutrição, o crescimento, o depauperamento, tendo por causa um princípio que traria em si o seu próprio fim, que ele denominava enteléquia.


Já Cláudio Bernard considerava impossível defini-la, por ser inacessível e abstrata.


O conceito, portanto, sobre a vida varia de acordo com a corrente de pensamento filosófico ou de comportamento científico, em se considerando que cada um apoia sua visão em torno dela, mediante as próprias bases de sustentação cultural.


Os mecanicistas elucidam que a vida se originou através de fenômenos totalmente físico-químicos.


Os vitalistas acreditam na vigência de um princípio vital, encarregado de transformar a matéria inerte em animada ou pulsante.


Já o materialismo dialético apresenta o conceito de que a vida se teria originado em um sistema no qual tudo se modifica em um incessante movimento de superação de umas partes por outras; em que não há fenômenos isolados, mas tudo está relacionado.


O espiritualismo parte da realidade de um Ser Transcendente que a criou e a mantém, facultando-lhe um desdobramento infinito em quantidade e qualidade, que se direciona para o rumo da perfeição.


O biólogo dirá que a vida é o resultado da organização celular, em admiráveis aglutinações, formando órgãos, sistemas e funções que se individualizam.


O filósofo apresentará formulações diferentes, que decorrem da sua óptica vivencial e cultural, concordando com a Escola a que se vincule, limitando-a, entretanto, ao período que se estende entre o berço e o túmulo.


O artista, conforme a área a que se dedique, tentará traduzi-la em beleza e majestade, copiando-a, manifestando-a com deslumbramento ou desencanto, em relação à estrutura psicológica que lhe seja peculiar.


...

E assim, sucessivamente, cada pessoa, entendendo-a, definindo-a de acordo com a sua percepção, a sua emoção, a sua capacidade cultural, fornecerá conceitos compatíveis com a sua forma de ser.


A vida, no entanto, em determinado momento, é extraordinário químico, que transforma água e húmus em madeira e açúcar, no vegetal, oferecendo perfume à flor e sabor ao fruto, enquanto no estômago prepara soluções vigorosas para modificar os alimentos e digeri-los, a fim de que não pereçam os seres, que dessa forma se nutrem.


Simultaneamente é o artista incomum que trabalha todas as folhas dos vegetais com riqueza de contornos, que nunca se repetem, colocando, num homem, impressões dactiloscópicas, que jamais são encontradas noutro.


Ao mesmo tempo, com toques mágicos dá cor e brilho às plantas, aos pássaros e a todos os demais seres vivos, enquanto adorna a Natureza com festas arrebatadoras em tons infinitos, impossíveis de serem repetidos.


É um físico incomparável, que trabalhou todos os campos de energia, permitindo que, só a pouco e pouco, o homem lhe pudesse penetrar os milagres, ora abertos a inúmeros setores do conhecimento que deslumbra as inteligências mais aguçadas.


Entrementes, a vida surge da união de um protoplasma com um raio de sol, que o fragmenta, multiplicando-o ao infinito, de forma que tudo quanto vive no mundo terrestre aí teve o seu começo.


E é tão forte essa fantástica união de energias diáfanas, que humilde raiz, em insignificante greta, lentamente pode culminar o seu desenvolvimento fendendo a rocha...


No ser humano, apresenta-se frágil e poderosa ao mesmo tempo, pois que estruturou o seu corpo com tais recursos que ele resiste a diferentes pressões atmosféricas, a choques vigorosos e deixa-se afetar por delicada picada de um alfinete que, se infectado, pode levá-lo à morte, ou por um corte que lhe permite a perda de sangue, caso não se forme o coágulo tampão produzido pela fibrina, ou vítima de um traumatismo de pequena monta...


Uma gripe de aparência comum pode afetá-lo gravemente; uma virose pode vir a roubar-lhe a existência, enquanto se recompõe de processos graves e infecciosos, de cirurgias e transplantes expressivos com naturalidade, podendo enfermar ou restabelecer-se sob o comando da mente, da vontade, pela manutenção do oxigênio, da água e, principalmente, do amor.


A Vida, no entanto, é Deus, e, por isso, ainda difícil, senão impossível de ser compreendida plenamente, além das suas manifestações, que fazem parte do processo da realidade dos seres, precedendo-lhes ao surgimento na forma material e sobrevivendo-lhes à decomposição cadavérica.


No incomparável e não dimensível oceano da Vida, encontramo-nos sob Leis que estabelecem as diretrizes essenciais para o processo da felicidade que a tudo e a todos aguarda que é a incomum fatalidade para a qual se expressa no mundo: a perfeição!


Impedimentos naturais, domésticos, afetivos, sociais, econômicos, do inter-relacionamento pessoal.


Estudando-se os primórdios do planeta terrestre, pode-se imaginar os graves impedimentos existentes para o aparecimento da vida.


Temperaturas muito elevadas, convulsões geológicas incessantes, gases venenosos que pairavam na atmosfera, turbilhão em toda parte, quase o caos...


Lentamente, porém, o psiquismo existente na imensa geleia que envolvia o Orbe desceu à intimidade das águas abissais dos oceanos, dando início às primeiras moléculas, na razão direta em que amainava o calor comburente e amorteciam os movimentos gigantescos das ondas do mar golpeando as rochas.


Obedecendo a uma hábil e complexa programação transcendental teve início a aglutinação molecular, e o hálito Divino em forma de vida passou a sustentar as organizações iniciais.


Transcorridos quase dois bilhões de anos, o ser humano direciona o pensamento para as conquistas do macrocosmo, enviando sondas espaciais que lhe facultam o conhecimento mais profundo do Sistema Solar e avançam, audaciosamente, no rumo do mais além da sua órbita...


Não obstante esse desenvolvimento tecnológico, não ocorreu equivalente crescimento moral, e, como consequência, o próprio homem ameaça o ecossistema que lhe preserva a existência física, enlouquecido pelas ambições desvairadas, atirando-se no abismo da loucura pelo gozo...


Indubitavelmente a vida triunfa sobre o meio hostil, e as espécies, às dezenas de milhares, surgiram, desenvolveram-se e desapareceram, repetindo-se em ciclos de periodicidade de aproximadamente cem mil anos.


É inexorável o aprimoramento das formas que envolvem o psiquismo, o crescimento das aspirações e compreensões dos valores, cada vez mais nobres, que convidam a inteligência e o sentimento ao permanente trabalho de sublimação.


Como é inevitável, no suceder dos ciclos da evolução, as conquistas e os prejuízos de cada experiência se refletem na imediatamente posterior, exigindo maior contribuição do ser para depurar-se e desenvolver outros segmentos que nele jazem aguardando oportunidade.


Aí residem os demais impedimentos à expressão da vida, que se podem relacionar como domésticos, sociais, afetivos, econômicos, do inter-relacionamento pessoal.


O Espírito, portanto, incurso nas suas realizações, repete por atavismo automatista, as mesmas experiências, particularmente aquelas nas quais malogrou, até fixar novas aprendizagens.


Aristóteles afirmava que o conhecimento se adquire e a virtude se exercita, de modo a conseguir-se a sabedoria.


O conhecimento do dever e a virtude da responsabilidade caminham lado a lado, desenvolvendo recursos latentes e aprimorando-os através do contributo das sucessivas reencarnações.


Em face dessa conjuntura, os impedimentos domésticos ou familiares têm suas raízes na necessidade de o princípio inteligente, que rege a vida humana, conviver com os problemas ou as bênçãos que produziu nas atividades anteriores, a cujas raízes se encontra vinculado.


Lares difíceis, relacionamentos familiares ásperos, presença de mãe dominadora e de pai autoritário, fomentando o surgimento de conflitos na personalidade infantil, remontam aos períodos pretéritos de alucinação, de instinto e de desregramento.


Quando se compenetrarem, os pais, de que o lar é o santuário para a vida humana e não um campo de disputas para a supremacia do ego; quando os adultos se conscientizarem que a educação é um ato de amor e não um meio de intimidar, de descarregar problemas; quando as pessoas entenderem a família como um compromisso dignificador e não um ringue de lutas, as trágicas ocorrências do abuso infantil, pela violência, pela indiferença, pelo estupro, pela miséria em que nasce o ser e a ela fica relegado, cederão lugar à construção de uma sociedade justa, equânime e feliz.


Isso porque, a criança maltratada, sob qualquer aspecto que se considere, projeta contra a sociedade o espectro do terror que a oprime, do abandono em que estertora e, na primeira oportunidade, tentará cobrar pela crueldade o amor que lhe foi negado.

Investiguem-se as origens sociais dos criminosos empedernidos, salvadas as exceções de natureza patológica hereditariedade, comprometimento pelas obsessões — e se detectarão os lares infelizes, as famílias desajustadas ou grupos perversos reunidos em simulacros familiares, vitimados pelo abuso e descaso de pessoas inconscientes e chãs ou pelos sistemas ainda mais insensíveis que culminam pela hediondez das leis em que se apoiam.


O impedimento familiar será superado a partir da consciência de amor, entendendo as circunstâncias do renascimento e administrando os conflitos mediante terapias especializadas e a convivência com grupos de auxílio e sustentação.


Surgem os impedimentos afetivos, que resultam de inúmeros fatores, entre os quais o próprio desajuste emocional do indivíduo: timidez, complexos de inferioridade, de superioridade, narcisismo...


As marcas psicológicas perturbadoras não cicatrizadas fazemno refugiar-se na infância infeliz, procurando sustentar a imagem de desvalor que lhe foi inculcada ou que se lhe estereotipou, negando-se a liberdade e o direito de ser ditoso.


Castrado nos sentimentos do amor, que não experimentou e por isso não desenvolveu, anela pela afetividade, que teme, receando amar e não acreditando merecer qualquer tipo de afeto, desenvolvendo sim, na sua insegurança, o ciúme, a desconfiança sistemática, a dominação do outro, ou tombando em tormentos maiores de ordem psicológica, iniciando-se no crime, pela extinção da vida física daquele a quem ama apaixonadamente ou por quem é amado.


Na imensa gama dos conflitos perturbadores, o indivíduo se dissocia do convívio social, a princípio através de uma fragmentação da personalidade, que se sente destroçada, derrapando em atitudes de autocomiseração ou de agressividade, a depender do próprio arcabouço psicológico.


É inevitável que, nessa conjuntura aflitiva, o convívio social seja insuportável, ou exerça um tipo de pressão emocional angustiante, que o empurra no rumo da alienação.


As vezes o grupo social é fechado, impeditivo de crescimento, evitando que novos membros se lhe associem, o que constitui um estágio primário no processo da evolução, assim temendo a invasão da privacidade que preserva como mecanismo de autodefesa.


Apesar disso, em grande número de vezes, é ele próprio inseguro, atormentado que rejeita a sociedade, refugiando-se em escusas de que não seria aceito caso insistisse, mesmo vencendo os seus limites e resistências.


Há sempre presente o mecanismo de autopreservação, quando se trata de personalidades conflituosas em relação ao comportamento social, evitando o grupo e acusando-o de rejeição.


Por outro lado, as dificuldades financeiras geram impedimentos para a plenificação existencial, por facultarem complexos de inferioridade econômica entre os aparentemente triunfadores, que dispõem de recursos para desfilar o seu triunfo, a sua saúde, a sua felicidade...


Sabe-se que os valores amoedados certamente promovem o indivíduo, o grupamento social onde ele se movimenta, porém de maneira alguma evita que padeça a injunção de todos os sofrimentos que são comuns às demais criaturas.


A aplicação desses valores pode atenuar as dificuldades, diminuir as provações, ensejar comodidade, nunca porém impedir as ocorrências que a todos afetam, especialmente as de ordem íntima, que antecedem o comportamento atual.


Quando se possui uma personalidade estruturada, os desafios econômicos se apresentam e são avaliados, a fim de serem superados, conquistando-se patamares de equilíbrio, que em nada invalidam os valores reais que exornam o caráter íntimo de cada qual.


Não é, desse modo, o ter ou não ter recursos econômico-financeiros, mas a forma como se encara a situação ou a dependência a que se entrega a pessoa ante a circunstância que defronta.


De alguma forma, esses impedimentos perturbam o interrelacionamento social, ou alguns deles, ou mesmo apenas um, a depender da estrutura emocional de cada qual.


Uma personalidade bem-desenvolvida e desbloqueada encara os desafios, os impedimentos existenciais, como testes de valorização, sentindo-se convidada a lutas e esforços que mais lhe desenvolvem a capacidade para enfrentar futuras dificuldades.


O amadurecimento psicológico dá-se a pouco e pouco, jamais através de golpes-surpresas, muito do agrado dos inseguros e sonhadores.


Enquanto sejam identificados impedimentos à plenificação da vida, se está em crescimento, em processo de valorização existencial, de desenvolvimento intelecto-moral.


Em vez de constituírem obstáculos, devem ser encarados como estímulo, como emulação à descoberta e aplicação de recursos que jazem ignorados e podem ser aplicados com eficiência para a harmonia pessoal.


Doença e saúde

Saúde é o estado ideal da vida.


Doença é ocorrência vibratória perturbadora, mudança de comportamento na organização molecular do indivíduo ou no seu psiquismo em processo de amadurecimento.


Essa distonia no mecanismo sutil do ser, abrindo espaços para a manifestação e proliferação dos processos degenerativos, tem sua sede nas intrincadas malhas do Espírito, em si mesmo herdeiro dos atos que o acompanham na larga trajetória da evolução, sempre responsável pelo que é e pelo que se candidata a conseguir.


A doença, no entanto, nem sempre representa estado de calamidade na maquinaria ou nos equipamentos responsáveis pelas expressões da inteligência, do pensamento, da emoção.


Quando bem-entendida e direcionada para finalidades superiores, que são conseguidas por meio da reflexão, do amadurecimento das ideias, pode ser considerada, em muitos casos, como terapia preventiva a males piores — os de natureza moral profunda, espiritual significativa - advertindo que a organização somática é sempre uma indumentária de breve duração e que o ser, em si mesmo, é que merece todo o investimento de preocupação e esforço iluminativo, preservador.


A fatalidade da vida estabelece equilíbrio, harmonia e perfeição, porque o ser é rebelde ou descuidado, transitando por estágios de desajustes que abrem campo para a instalação das doenças.


A saúde resulta de uma bem-dosada quota de valores mentais em consonância com a estabilidade física e a ordem psicológica, que produzem o clima de vitalidade responsável pela funcionalidade do corpo.


Qualquer alteração nos equipamentos sensíveis da maquinaria fisiopsíquica e logo surge um campo propiciatório à manifestação da doença.


Nesse sentido, a área psíquica é portadora de grande responsabilidade, porque é graças à sua vibração — encarregada de manter o perfeito entrosamento entre as manifestações físicas, emocionais e mentais — que as ocorrências nas diferentes expressões podem sofrer alteração.


A educação mental, que resulta do esforço pelo cultivo das ideias edificantes, torna-se de alta validade no processo de uma existência saudável, geradora de futuros comportamentos orgânicos e psíquicos, que sempre produzirão bem-estar e felicidade.


O mesmo ocorre quando se instalam hábitos mentais perturbadores, que produzem desconforto emocional, campo físico vulnerável à instalação de agentes microbianos degenerativos, perturbações psíquicas lamentáveis, que se transferem de uma para outra existência corporal, como fruto da Lei de Causa e Efeito.


Todo o esforço, portanto, para ter preservada a mente da invasão de ideias portadoras de energias dezequilibrantes, tornase psicoterapia preventiva, responsável pela vida sã.


Obsessões

Toda fixação indevida nos processos mentais e emocionais em torno de pessoas, fatos e coisas converte-se em estado perturbador do comportamento, empurrando o indivíduo para os transtornos de ordem neurótica assim como psicótica.


Esses procedimentos, que podem preceder à existência atual, como surgir durante a vilegiatura do momento, decorrem das ambições desmedidas, dos desregramentos comportamentais, dos anseios exagerados que afetam o metabolismo cerebral, propiciando a produção descompensada de enzimas que afetam a harmonia do sistema nervoso em geral e do comportamento em particular.


À medida que constituem imperativo dominador, tornam-se obsessões que passam a inquietar o indivíduo, levando-o a estados mais graves na área da saúde mental.


Surgem, então, as obsessões compulsivas, os estados de fragmentação da personalidade a um passo da degeneração do comportamento.


Outras vezes, trata-se de fenômenos que procedem de outras existências, nas quais o Espírito malogrou, sendo objeto de conflitos profundos ou de circunstâncias agressivas que lhe danificaram os equipamentos perispirituais, ora modeladores das ocorrências doentias.


Paralelamente, em razão de condutas extravagantes, no campo da Ética e da Moral, das ações mentais e comportamentais, aqueles que se lhes fizeram vítimas, embora vivendo em outra dimensão, na Esfera espiritual, sintonizam com o responsável pela sua desdita e dão curso a perseguições, ora sutis, ora violentas, no campo psíquico, e se instalam outros tipos de obsessão.


Essas, portanto, de origem espiritual, em face da presença de faculdades mediúnicas no paciente, que passa a sofrer constrangimentos mais diversos, até derrapar nos abismos da alucinação, do exotismo, das alienações mentais.


Ninguém foge da própria consciência, que é o campo de batalha onde se travam as lutas da reabilitação ou os enfrentamentos da regularização de atitudes malsãs.


Por isso, ainda são o controle mental e a educação do pensamento que podem representar a eficiente terapia de prevenção de distúrbios, como a curadora para os processos de ordem espiritual, desde que alterando a faixa vibratória por onde transitam as ideias, se superiores, eleva-se, ficando indene à sintonia com os seres atrasados, e, se negativas, passando a frequentar os níveis onde se encontram e se digladiam as energias e sentimentos em constante litígio, vinculando-se a essas emissões deletérias, que terminam por afetar o organismo físico e os complexos mecanismos mentais, responsáveis pelo conjunto produtor da saúde.


As obsessões que resultam de traumas psicológicos, de conflitos de profundidade, de insuficiência de enzimas neuronais específicas, surgem também da interferência das mentes dos seres desencarnados, interagindo sobre aqueles aos quais são direcionadas, em processos perversos de vingança.


A saúde exige cuidados específicos que lhe podem e devem ser dispensados, a fim de manter-se inalterada, ou, quando afetada, esforços especiais para reconquistá-la sob orientação especializada na área médica, tanto quanto direcionamento espiritual, a fim de realizar o seu mister, que é auxiliar o Espírito encarnado na sua viagem celular, temporária, a caminho da plenitude que pode ser antevista na Terra, porém, somente desfrutada depois da reencarnação, quando os implementos corporais sujeitos ao mecanismo degenerativo da própria matéria não mais se encontrem sob os imperativos da Lei de Entropia e da fragilidade de que é constituído.




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