Triunfo Pessoal

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Triunfo Pessoal

OS notáveis avanços da Ciência e da Tecnologia não lograram ainda transformar o ser humano para melhor. Não obstante seja inegável o avanço da Civilização, da Ética e das estruturas sociais; as questões morais permanecem em plano secundário, quando deveriam ser vividas no cotidiano, induzindo as massas ao desespero e à alucinação.


Nunca houve tão grande irrupção de problemas e transtornos de comportamento como nestes admiráveis dias de telecomunicação e conquistas virtuais.


Diminuídas as distâncias e aproximadas as criaturas, o medo; não obstante, domina grande parte da sociedade, associado aos fatores da agressividade e do horror que transformam a Terra em uma selva perigosa, onde a vida humana quase perdeu o seu significado e se tornou fácil de ser arrebatada pela volumosa criminalidade que banalizou os mais nobres sentimentos da existência e o próprio indivíduo.


Ceifam-se vidas nas ruas, em guerras não declaradas, mas de altas estatísticas destrutivas, com a mesma tranquilidade com que algumas nações, ditas civilizadas aplicam a pena capital, a fim de se verem livres daqueles que lhes pesam cruelmente na economia social e financeira. Não logrando educá-los ou reeducá-los; permitem-se o direito de matar, como se fossem geradoras de vida; em terrível desrespeito aos códigos de moralidade que preconizam para os outros.


O monstro da guerra continua dominando o planeta sob justificativas sempre infundadas, que ocultam sentimentos perversos e escusos, gerando clima de insegurança que torna a paz insustentável, adicionando ao terror urbano o de natureza internacional.


O ser humano estertora, e, amedrontado, foge para o isolamento; longe da realidade e buscando convivência virtual, porque teme a pessoal, procurando intercambiar emoções através de instrumentos extraordinários, sem dúvida, mas insensíveis às emoções, aos sentimentos de amor, de ternura, de compreensão; de perdão, de fraternidade...


Os consultórios médicos encontram-se repletos, os hospitais do mundo apresentam-se sempre superlotados, sem vagas para os contínuos contingentes de enfermos e os gabinetes de análise, de psicoterapia, as clínicas psiquiátricas não conseguem atender convenientemente a clientela volumosa. Por mais que se deseje fechar os sanatórios para os distúrbios mentais, transferindo-se para a sociedade e a família o amparo do paciente infeliz em tratamento ambulatorial, de forma que não perca a sociabilidade; avoluma-se expressivamente o número dos novos vitimados pelos distúrbios sociais, econômicos, emocionais, pelos eventos de vida; que se apresentam em cada momento mais perturbadores do que antes.


O sonho de conquistarem-se outros planetas, embora pareça próximo relativamente, choca-se com as dificuldades de conquistar-se a Terra mesma, integralmente, aproximando as criaturas que estão desarvoradas e inseguras, tomadas pelo pânico e pela miséria.


Milhões de apátridas, denominados refugiados, vagueiam pelas regiões inóspitas e hostis, em promiscuidade inimaginável; vitimados pelos ódios étnicos, religiosos, políticos, bélicos; aguardando as esmolas dos países ricos que, num momento; lançam alimentos minguados para o expressivo número de esfaimados e doentes, e, logo depois, despejam bombas de extermínio poderoso que custam verdadeiras fortunas. Fossem; esses valores, transformados em oportunidades dignificadoras, em recursos preventivos para a miséria, as doenças e as calamidades morais e não seriam necessários os artefatos destrutivos, porque a fraternidade reinaria mais abundante entre os homens e as mulheres.


Há, também, e não se pode negar incontáveis glórias do empenho humano, materializadas em organizações mundiais de proteção e socorro, de amparo, de direitos humanos, em favor da saúde, que lutam em benefício das minorias, que vêm libertando a mulher e a criança dos abusos milenários que têm padecido, mas as suas vozes, mesmo quando ouvidas, não são necessariamente atendidas.


(...) E o desespero toma conta das criaturas terrestres!


Incontáveis esforços têm sido desenvolvidos por missionários de todos os matizes que mergulham no corpo constantemente, a fim de modificarem a situação calamitosa que se tem vivido no planeta.


Cientistas e teólogos, pensadores e estudiosos do comportamento e da mente têm oferecido inestimável patrimônio para auxiliar o ser aturdido e sofredor, abrindo espaços para o bem e a saúde, atentos aos movimentos sociais, políticos, econômicos; humanos, de modo a oferecerem os recursos hábeis para o equilíbrio dos mais frágeis, a recuperação dos enfermos, e também para prevenirem desestruturações emocionais.


Mesmo assim, é muito grande o número daqueles que não têm acesso aos valiosíssimos recursos psicoterapêuticos e médicos da atualidade, de que desfruta apenas uma fatia da humanidade.


Prevendo estes calamitosos dias, Jesus, o Terapeuta por excelência, prometeu enviar o Consolador, que teria por tarefa arrancar as raízes do sofrimento, erradicar as causas das aflições; elucidando a respeito do ser imortal e demonstrando-lhe a realidade deforma palpável e iniludível.


Como consequência, em toda a Terra se ouve a voz da Imortalidade com mais ênfase ou menos ostensiva, confirmando a Sua oferta, no entanto, já não se pode ignorar que o ser humano seja apenas a argamassa celular que se decompõe e dilui após a anóxia cerebral e a morte física.


A vida estua em toda parte e o ser humano vive, no corpo e fora dele, cantando o júbilo da sua imortalidade.


No báratro que toma conta da sociedade em geral e dos indivíduos em particular, desenha-se a perspectiva para que seja empreendido o esforço para cada qual conseguir o triunfo pessoal sobre a inferioridade.


Pensando nesse trabalho desafiador, ao qual todos nos encontramos convidados pela Vida, apresentamos este pequeno livro, que é resultado de nossos estudos, pesquisas e observações do lado de cá, em torno do ser humano, seus conflitos, suas dores; suas possibilidades atuais e futuras de crescimento interior e de conquista da saúde integral que um dia ele conseguirá.


Apesar de nos termos centrado ao máximo na notável contribuição do Dr. Carl Gustav Jung, introduzimos o pensamento de diversos outros experientes e nobres psiquiatras, psicanalistas; biólogos, com o objetivo de demonstrar que, na raiz de todo e qualquer transtorno, aflição, enfermidade e sofrimento, encontra-se o Espírito eterno, autor e responsável pelas ocorrências que lhe dizem respeito. Dessa forma, nele mesmo se encontram os recursos que podem ser utilizados para o seu reequilíbrio, a sua recuperação, a sua paz.


Reconhecemos que é um trabalho modesto, simples, já que não temos a presunção nem a possibilidade de realizar aprofundamentos especializados, nessa área nobre da Ciência psicológica, e especialmente por constatarmos não ser esse o nosso campo de atividade espiritual a que nos dedicamos.


Aqui comparecemos apenas para auxiliar de alguma forma o leitor que nos conferir a honra de deter-se um pouco sobre as páginas que lhe oferecemos. As nossas reflexões conduzem o nosso propósito de facultar-lhe o auto encontro, o conhecimento de alguma diretriz que o possa ajudar a reconquistar a saúde, ou evitar que tombe nas malhas dos transtornos emocionais, ou, pelo menos, consiga descobrir a possibilidade de ser feliz, assim alcançando o triunfo pessoal sobre as vicissitudes.


Profundamente agradecida ao Mestre Jesus de Nazaré pelos Seus exemplos e socorros até hoje dispensados a todos nós; formulamos votos de muita paz a quantos nos concederem a alegria de ler-nos.


Salvador, 16 de novembro de 2001.


Joanna de Ângelis


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