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CAPÍTULO 30

Ante a Calúnia

É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana.


Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.


Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também atormentados.


* * *

Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.


Igualmente não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam.


Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas.


Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno.


Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém.


Assim, perdoa o caluniador.


Ele não fugirá de si mesmo.


* * *

Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.


Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.


Aquele reflexionou e pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e dali as espalhasse ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a competente liberação.


Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:

– E agora?


– Volta lá - respondeu o sacerdote - recolhe todas as plumas e refaze a almofada.


A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador.




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