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CAPÍTULO 27

Critério de Julgamento

Há uma tendência muito grande para o indivíduo supervalorizar ou desconsiderar as tarefas que executa.


* * *

Por processo de auto-afirmação, um grande número de criaturas se crê a razão pela qual o Sol se movimenta nos espaços, superestimando-se, em prosaico processo de engrandecimento pessoal.


Não se dão conta de que todos possuem critérios de avaliação e de julgamento, derrapando no ridículo que poderiam evitar.


Tornam-se, assim, desagradáveis no trato e na convivência, evitados por uns e antipatizados por outros.


* * *

Da mesma forma, encontramos larga faixa de pessoas que se subestimam e não concedem o valor que merecem às suas realizações.


Crêem-se incapazes para qualquer atividade e supõem-se dispensáveis em toda parte.


Pessimistas, por índole, fazem-se desestimulantes e arredios, caindo em frustrações desnecessárias.


* * *

Se poderias fazer melhor o que te parece imperfeito, logra-o da próxima vez.


Se consideras insignificante o teu feito, menor seria sem ele.


Dá o valor real aos teus atos.


Se outros realizam com mais eficiência qualquer coisa, exercita-te e chegarás à mesma posição dele.


Todas as ações positivas são importantes no contexto geral da vida.


Até mesmo o erro tem o sentido de ensinar como se não deve fazer o que ora resulta prejudicial.


Esforça-te um pouco mais, quando estiveres produzindo algo, e, mediante o teu critério de julgamento, valoriza sem excesso nem depreciamento o que faças, pensando na finalidade para que se destina.




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