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CAPÍTULO 22

A Mágoa

À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.


A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.


Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.


Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.


Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que nitentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.


* * *

Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental.


Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos.


Não estás no mundo por acaso; antes, com finalidades adredemente estabelecidas que deves atender.


Acompanha a marcha do Sol, e enriquece-te de luz, não mergulhando na sombra dos ressentimentos destrutivos.


Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de que é portadora a mágoa.




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