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CAPÍTULO 43

Recebe o médium, em transe, a influência mental do grupo de que participa?

Raul - Aprendemos em O livro dos MédIuns1, com Allan Kardec, que a reunião é um ser coletivo.


Todos aqueles que dela participam com qualquer função que seja, estão automaticamente vinculados às suas ocorrências de maneira que, muitas vezes, o grupo não estando bem Sintonizado e realizando um trabalho de alta envergadura, os médiuns que são filtros dos espíritos encarnados e desencarnados estarão filtrando, encharcando-se daquelas nuanças vibratórias que o ambiente lhes permite fruir. Dessa maneira é que se justifica a desnecessidade de reuniões mediúnicas com público que não esteja sintonizado com a realidade do estudo doutrinário, porque os médiuns ficam à mercê desses influxos de dardos mentais de indiferença, de descrença e de petitórios e, muitas vezes, a mensagem que eles veiculam sairá com o sabor dessas insinuações, desses desejos e perturbações.


O grupo participa, também, das comunicações com esse suporte energético apoiando ou desequilibrando o médium, porque a reunião é um corpo coletivo.



1) KARDEC Allan. O livro dos médiuns capítulo 29o, itens 324 e 331, 53a ed. FEB, Brasília - DF, 1986.




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