Celeiro de Bênçãos

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CAPÍTULO 56

Afirmação de fé

Chegam tumultuados aos arraiais da fé, propondo modificações imediatas, apresentando reformas com estardalhaço, como se estivessem investidos da autoridade que os capacitasse à reformulação do trabalho que agora defrontam pela primeira vez.


São irrequietos, ansiosos, necessitados de público para o aplauso da ilusão, e por isso tudo promovem de modo a se promoverem a si próprios, imediatamente. Para eles tudo se encontra errado, pelo que exigem alterações urgentes, como se devessem transformar a tarefa edificante em luta de desespero, na qual alguém deva ser batido pelas armas novas que esgrimem. Não se detêm em parte alguma. A princípio, catalisam o interesse geral, chamando atenção pela técnica de que se utilizam para persuadir, a fim de logo se revelarem intolerantes, embora dizendo-se idealistas, desejosos de ajudar; todavia, acreditando-se impedidos, geram clima de insegurança e, posteriormente, de desequilíbrio.


Se dispõem do ensejo de produzir, alegam incompreensões, fazem-se vítimas e abandonam a realização, a meio caminho, tornando-se instrumento da destruição dos mais elevados ideais...


Tem cuidado! É certo que não deves estar armado contra ninguém; no entanto, é lícito que estejas vigilante no mister a que foste chamado, convocado pelo Senhor, para a tua própria redenção. Rogaste a bênção da oportunidade de produzir nas lides enobrecedoras da Revelação Espírita e recebeste a investidura da saúde, da lucidez mental, da segurança da fé para te desincumbires a contento. Não que sejas melhor nem que estejas em pior situação do que os outros, mas porque necessitasimperiosamente de utilizar o tempo com sabedoria, ganhando a reencarnação de que te serves para a elevação espiritual a que te propões. Estás, portanto, no mister da fé, a fim de retificares as realizações infelizes do passado, aparar as arestas negativas, aprimorar os sentimentos... Quando receberes na célula cristã em que te encontras esses companheiros perturbadores-perturbados, resguarda-te na prudência, não te permitindo por eles enlear. Ajuda-os com paciência, mas não te facultes agastamento, quando te certificares que não estão lealmente vinculados ao serviço da edificação. Mimetizado pela aura deles, no azedume ou pela ira que carregam e exteriorizam, perderas a harmonia desequilibrando-te interiormente e, em consequência, cooperando com os planos nefastos de que se fazem portadores...


Ora e silencia, impedindo, através da atitude enérgica e coerente, a ação perniciosa que te pretendem impor, e prossegue sem desânimo, fazendo o melhor ao teu alcance em qualquer circunstância. Medita que o céu a refletir-se no lago tranquilo na tua esfera de realização, evoca o Cristo no ministério da Boa Nova. Porque o firmamento esteja dominado por trevas densas, não te olvides das estrelas fulgurantes mais além das nuvens carregadas. Medita que o céu a refletir-se no lago tranquilo não se furta a bordar com luz a água pútrida do pantanal, que aceita, esperançoso, a claridade do luar e dos pingentes fulgurantes dos demais astros que lucilam a distância. Seja tua a dádiva do bem, e produzam as tuas mãos as tarefas que os outros rejeitam. Fiel até o fim, afirmando a fé através do trabalho e da confiança infatigável, atingirás as culminâncias do ideal que amas e, chegando ao topo da subida, encontrarás Jesus que, não obstante enganado, traído, abandonado pelos perturbados-perturbadores, retornou ao seio da Comunidade amada, em sofrimento, a fim de continuar ajudando, sem cansaço, pelos evos em fora, até hoje.




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