Celeiro de Bênçãos

Versão para cópia
CAPÍTULO 54

Despotismo

Adversário soez do homem, vence-o impiedosamente. Remanescente da barbárie, teima por sobreviver. Cômpar do egoísmo, açula-o e sobrepõe-no na aparência perniciosa. O despotismo é, sem dúvida, das imperfeições graves, uma das que mais engendra antipatia, provocando animosidade onde se revela.


O déspota é alguém que se ignora. Atribuindo-se valor que não possui, auto-hipnotiza-se, respirando a psicosfera deletéria que emana e que continuamente o intoxica, Resíduo de vidas pregressas em que a presunção governava o espírito, ora em reencarnação purificadora, deve ser combatido por todos os meios, a benefício da libertação de quem lhe padece o nefando cerco.


Desvela-se nos pequenos gestos e agalardoa-se na exteriorização das atitudes e das expressões.


Somente as suas vítimas, não percebem o ridículo de que se fazem instrumento, porquanto, a cegueira em que se movimentam fá-los agitar-se em esfera de sombras.


Passam, e deixam pegadas odientas. Estacionam, e tornam-se detestados, não obstante, a aparente grandeza ou o aparente valor que se dão, tornando-se singulares simulacros de potentados ou nobres na ilusão que acalentam.


Fiscaliza, desse modo, os escaninhos da tua personalidade e burila as arestas grotescas que insistem em impedir-te o aprimoramento no teu expressivo esforço.


Não é o homem responsável, apenas, pelo mal que faz, como também o é pelo mal que inspira... O homem é, assim, o que vitaliza, produzindo o que constrói intimamente. Para a vitória sobre ti mesmo, na conjuntura da abençoada reencarnação que desfrutas, imprescindível submeter-te a eficiente programa de ação que não pode ser negligenciado. Auto-análise, trabalho singelo, prece constante e exercício da sadia convivência com os mais infelizes conseguem lobrigar excelentes resultados contra o despotismo. Recorda que a vida física é breve, por mais longa pareça e, ao extinguir-se, cada um ressuscita com os estigmas ou virtudes que estimulou, fitando a retaguarda e considerando a forma feliz ou desventurada com que utilizou o tempo A oportunidade que te chega, abençoada, quiçá não a mereças. Utiliza-a gerando simpatia e fazendo o bem pelo auto-aprimoramento enquanto ela te luz. Se não é lícito desdenhar-se a si mesmo, não é crível auto valorizar-se, subestimando o próximo. O despotismo pode ser, também, considerado morte na vida. Assim, fixa o pensamento em Jesus e tenta assimilar- Lhe a grandeza da humildade com que até hoje a todosnos fascina e através da qual alcançarás os paramos da felicidade plena e total, após as lutas redentoras.




Acima, está sendo listado apenas o item do capítulo 54.
Para visualizar o capítulo 54 completo, clique no botão abaixo:

Ver 54 Capítulo Completo
Este texto está incorreto?