Amor, Imbatível Amor

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CAPÍTULO 25

RELATIVIDADE DA VIDA FÍSICA

Embora a relatividade do ser físico, da existência terrena, o sentido da vida permanece inalterado. Se se depositam no corpo, apenas, todas as aspirações, àmedida que ele envelhece, que se lhe diminuem as resistências e possibilidades, claro está que perdem o impacto e o objetivo.


Observando-se, porém, a vida como um todo, não somente como a trajetória fisiológica, tais anseios se realizam a cada instante, arquivando-se no passado, e servem de base para novas buscas e motivações.


Não sendo o corpo mais que uma vestimenta, a sua duração é irrestrita, desgastando-se enquanto vibra, consumindo-se à medida que é utilizado.


As conquistas agradáveis e as derivadas do sofrimento tornam-se parte integrante do seu conteúdo, permanecendo como valores que o enriquecem.


O importante não é o seu tempo de duração, mas a forma como é vivida, experiênciada, arquivada cada etapa.


Quando se encontra acumulado, vibra e tem sentido, porquanto pode ser acionado a cada instante, revivido com intensidade quando se queira, repetindo as emoções antes experimentadas.


Não há porque se temer o envelhecimento, invejar a juventude, lamentar o tempo.


Esse comportamento viceja nos indivíduos imaturos. O vir-a-acontecer não pode influir mais na conduta, do que o já-acontecido.


Os sofrimentos vivenciados, os sorrisos extemados, os conhecimentos adquiridos, os recursos utilizados são todos um cabedal que não pode ser comparado ou permutado pelas interrogações daquilo que ainda não foi conseguido.


A existência física possibilita a integração do indivíduo com a Natureza, harmonizando-o e promovendo-o para realizar incursões mais audaciosas, quais a superação do ego e o crescimento do Self, assim como a tranquila movimentação na sua realidade de ser imortal. O seu trânsito no corpo constitui-lhe uma etapa valiosa para a recomposição de forças, que se perturbaram, e a aquisição de energias mais sutis que se derivam do eu superior e devem ser canalizadas no rumo da sua supervivência.


Assim não fosse, a consumpção orgânica encerrar-lhe-ia a realidade, apagando as conquistas do pensamento e do amor.


Essas expressões da vida não se comburem jamais, desaparecendo na memória do tempo, extinguindo-se no espaço universal.


Permanecem atuantes e realizadoras, vencendo as barreiras vibratórias do corpo e mantendo-se organizadas fora dele, porque são a fonte geradora do existir.


A busca do sentido da vida ultrapassa a manif estação da forma e prossegue em outras dimensões, aformoseando o ser que projeta, sim, a sua realidade para outros cometimentos existenciais futuros, outros desafios humanos, superando-se através das conquistas ar mazenadas, direcionando-se para a integração na harmonia da Consciência Cósmica, livre de retentivas com a retaguarda, desembaraçado de aflições, porque superadas, e aberto a novas expressões sempre portadoras da peregrina luz da sabedoria.




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