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Capítulo LXIII

Que é o amor?


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Amor é sublime impulso
Que emana da Divindade,
Iluminando o Infinito
Com fulgente claridade…


Amor é força criadora
Que tudo transforma e eleva.
— Faz o sol beijar o charco…
— A luz envolver a treva…


O Amor palpita na gente,
Com toda suavidade
E nos faz sentir, na alma,
Que existe a felicidade…


Pensando, somos levados
A uma conclusão serena:
Que o Ódio, evidentemente,
É o Amor que se envenena…


Refletindo, deduzimos,
Embora haja quem não creia,
Que a Paixão, dura e cruel,
É o Amor que se incendeia…


O Egoísmo, força bruta,
Que em si mesmo concentrou,
É Amor inda hesitante,
Semente que não brotou…


O Ciúme destruidor,
Que em nosso plano inda impera,
Também é forma de Amor…
— Amor que se dilacera…


A Revolta arrasadora,
Turbulenta, doentia…
É uma forma enganadora
Do Amor que se transvia…


O Orgulho tolo e falaz,
Sintoma de insanidade,
É o Amor envenenado
Que enlouquece a Humanidade…


A Discórdia esfacelante,
Destruidora e dissolvente,
É uma forma atroz de Amor,
Dividindo a toda gente…

A Vaidade… Que tolice!…
É um veneno de ação lenta.
— Um falso Amor iludindo
A quem dele se alimenta…


A Avareza, torpe e rude,
Filha espúria da Ambição,
É o Amor que se encarcera
Nas grades de uma prisão…


O Vício embrutecedor,
Tão tirânico e envolvente,
É, também, forma de Amor
Que escraviza muita gente…


A Crueldade impiedosa,
Qual louca sacerdotisa,
É, também, uma variante
Do Amor que tiraniza…


O Fanatismo doentio,
Que a fé nunca testifica
— Produto da ignorância —,
É Amor que se petrifica…


Que doce a Fraternidade!…
Como enleva o coração!…
— É o amor trilhando a senda
De uma infinita expansão…


A Bondade é luz do Alto,
Quem a tem, ao mal não volve…
É um sentimento altruísta
Amor que se desenvolve…


Carinho é prova mais pura,
Da mais alta evolução…
Leva à nossa alma o perfume
De um jardim em floração…


Dedicação, com ternura,
Duas ou mais alma prende.
— É sentimento elevado,
Forma de Amor que se estende…


Quem trabalha com Amor,
Tempo perdido não chora,
Pois o Trabalho é expressão
De um Amor que se aprimora…


Depois de muito cansaço,
Do caminho percorrido,
Resta ao homem a Experiência,
Que é Amor amadurecido…


É preciso muito alento
Quem à Renúncia se inclina…
— Mas a Renúncia é sublime,
É o Amor que se ilumina…


Quem suporta o Sacrifício,
Sem murmúrio e sem rancor,
Descobriu como, na 5ida,
Santifica-se o Amor…


Amor!… Clima salutar
Do Universo e da amplidão…
A curar as criaturas,
Dos males da imperfeição…


O Amor, quando compreendido,
Na verdadeira expressão,
É a Religião da Vida,
É a força da Criação!…


À influência do Amor,
Cheias de felicidade,
Muitas vidas se aglutinam,
Buscando a Imortalidade…


Onde o caos surge e domina,
Uns contra os outros lançando,
Dali foi banido o Amor,
E o Ódio está imperando…


Perto do Amor, tudo é luz,
Felicidade e alegria…
Longe do Amor, tudo é sombra,
Tristeza… Dor… Nostalgia…


O BEM em suma é o Amor
Que se desdobra, profundo,
Procurando a perfeição
Pela qual suspira o Mundo…


O MAL que inda nos envolve,
Com sua fúria assassina,
É o Amor acovardado,
Que fugiu da Lei Divina…




Essa mensagem foi publicada no jornal NOTÍCIAS POPULARES (sem data, década de 1970/
80) na seção “MENSAGEM DO DIA — de Chico Xavier”. O caderno com os recortes jornalísticos encontra-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.



João de Brito
Francisco Cândido Xavier


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