O Céu e o Inferno

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Capítulo II

Espíritos Felizes

Segunda Parte • Exemplos • Sra viúva FOULON, nascida WOLLIS • A comunicação seguinte foi destinada a seus filhos em data de 9 de fevereiro:
• Item 3 •
A comunicação seguinte foi destinada a seus filhos em data de 9 de fevereiro: Meus amantíssimos filhos: Deus retirou-me de junto de vós, mas a recompensa que se dignou concederme é bem maior que o pouco que fiz na Terra. Resignai-vos, queridos filhos, às vontades do Onipotente e tirai, de tudo quanto vos permitiu receberdes, a força para suportar as provações da vida. Tende firme no coração a crença que tanto me facilitou a passagem para este mundo. Depois da morte, Deus, tal como já o havia feito na Terra, estendeu sobre mim o manto da sua misericórdia infinita. A Ele deveis agradecer os benefícios de que vos cumula. Abençoai-o, meus filhos, bendizei-o sempre, a todo o instante. Não percais nunca de vista o que vos foi indicado, nem o caminho a trilhar. Meditai sobre a aplicação do tempo que Deus vos determinou na Terra. Aí sereis felizes, meus queridos filhos, felizes uns pelos outros, desde que a união reine entre vós. Felizes ainda com vossos filhos, se os educardes nos mesmos sãos princípios que Deus permitiu vos fossem revelados. Não me podeis ver, é certo; mas convém que saibais que os elos que aí nos ligavam não se espedaçaram pela morte do corpo, visto como não era o invólucro, mas o Espírito que nos unia. E assim é que me será possível, por bondade do Onipotente, guiar-vos, encorajar-vos, para de novo nos juntarmos, quando para vós terminar essa jornada. Caros filhos, cultivai carinhosamente esta crença sublime. A vós que a tendes, belos dias vos aguardam. Isso mesmo já vos disseram, porém a mim não estava fadado o ver esses dias aí na Terra. Será do alto, pois, que julgarei os belos tempos prometidos pelo Deus de bondade, de justiça e misericórdia. Não choreis, meus filhos. Possam estas comunicações fortalecer-vos na fé, no amor de Deus, esse Deus que tantos benefícios nos prodigalizou, que tantas e tantas vezes socorreu vossa mãe. Orai sempre, que a prece revigora. Conformai-vos com as prescrições por mim tão ardentemente seguidas, quando como vós encarnada. Voltarei, meus filhos, mas é preciso consolar a filha que de mim tanto precisa agora. Adeus, até breve. Eu vo-lo suplico por vós: crede na bondade divina. Até sempre.
Viúva Foulon.
Nota - Todo Espírito esclarecido e sério tirará com facilidade, destas comunicações, os ensinamentos que delas ressaltam. Nós apenas lhe chamaremos a atenção para os dois pontos seguintes: Primeiro - a possibilidade, por este exemplo demonstrada, de não mais ser preciso encarnar na Terra e passar a um mundo superior, sem ficar separado dos seres afeiçoados que aqui deixamos. Assim, os que temem a reencarnação, em virtude das misérias terrenas, podem conjurá-la, trabalhando para o seu adiantamento. E assim procederá aquele que não quiser vegetar nas camadas inferiores, fazendo o possível por instruir-se, por trabalhar e graduar-se. O segundo ponto é a confirmação do fato de estarmos menos separados na morte do que na vida, dos seres que nesta nos foram caros. Retida pela enfermidade e pelos anos numa pequena cidade do Sul, a Sra. Foulon apenas conservava junto de si uma pequena parte de sua família. Estando a maior parte dos filhos e dos amigos dispersos e afastados, obstáculos materiais impediam que os visse tantas vezes quantas porventura o desejaria. Para alguns, a distância dificultava a própria correspondência. Apenas desencarnada, a Sra. Foulon, célere, corre para perto de cada um, percorre distâncias sem fadiga, rápida qual a eletricidade, e os vê e assiste às suas reuniões íntimas, protege-os e pode, servindo-se da mediunidade, entreter-se com eles a todo instante, como se viva na Terra fora. E dizer-se que, a uma perspectiva tão consoladora, ainda há quem prefira a idéia de uma eterna separação!

Viúva Foulon.


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