Pensamento de Emmanuel (O)

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CAPÍTULO 8

Ciência e Cientificismo

Emmanuel


O concurso científico é sempre útil, quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo, se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.


(Con.)


Os homens, em verdade, aprenderam a química com a Natureza, copiaram as suas associações, desenvolvendo a sua esfera de estudos, e inventaram uma nomenclatura, reduzindo os valores químicos, sem lhes apreender a origem divina.


(Con.)


Desde o ponto inicial de suas observações, a Física é obrigada a reconhecer a existência de Deus em seus divinos atributos. Para demonstrar o sis-tema do mundo, o cientista não recorreu ao chamado "eixo imaginário"? Basta essa incógnita para que o homem seja conduzido a ilações mais altas, no domínio transcendente.


(Con.)


As criaturas têm notícias muito imperfeitas do Universo, em razão da exiguidade dos seus pobres cinco sentidos.


É por isso que o homem terá sempre um limite nas suas observações da matéria, força e movimento, não só pela deficiência de percepção sensorial, como também pela estrutura do olho, onde a sabedoria divina delimitou as possibilidades humanas de análise, de modo a valorizar os esforços e iniciativas da criatura.


(Con.)


A Ciência esclarece que a energia faz o movimento, mas a força é cega e a matéria não tem características de espontaneidade.


Só na inteligência divina encontramos a origem de toda coordenação e de todo equilíbrio ; razão pela qual, nas suas questões mais íntimas, a física da Terra não poderá prescindir da lógica com Deus.


(Con.)


As leis da gravitação não podem ser as mesmas para todos os planetas, mesmo porque, em face da vossa evolução científica, já compreendeis que os princípios newtonianos foram substituídos, de algum modo, pelos conceitos de relatividade, conceitos esses que, por sua vez, seguirão, igualmente, o curso progressivo do conhecimento.


(Con.)


Entre a cultura terrestre e a sabedoria do espírito há singular diferença, que é preciso considerar. A primeira se modifica todos os dias e varia de concepção nos indivíduos que se constituem seus expositores, dentro das mais evidentes características de instabilidade; a segunda, porém, é o conhecimento divino, puro e inalienável, que a alma vai armazenando no seu caminho, em marcha para a vida imortal.


(Con.)


Que é a carne?


Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluidos condensados? Naturalmente, esses fluidos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si. Podemos figurá-la como casa terrestre, dentro da qual o espírito é dirigente, habitação essa que tornará as características boas ou más de seu possuidor.


(C. V. V.)


Corpos sólidos, líquidos, gasosos, fluidos densos e radiantes, energias sutis, raios de variadas espécies e poderes ocultos tecem a rede em que a nossa consciência se desenvolve, na expansão para a imortalidade gloriosa.


(Rot.)


O orbe terrestre é um grande magneto, governado pelas forças positivas do Sol. Toda matéria tangível representa uma condensação de energia dessas forças sobre o planeta e essa condensação se verifica debaixo da influência organizadora do princípio espiritual, preexistindo a todas as combinações químicas e moleculares. É a alma das coisas e dos seres o elemento que influi no problema das formas, segundo a posição evolutiva de cada unidade individual.


(Emm.)


O organismo fluídico, caracterizado por seus elementos imutáveis, é o assimilador das forças protoplásmicas, o mantenedor da aglutinação molecular que organiza as configurações típicas de cada espécie, incorporando-se, átomo por átomo, à matéria da germe e dirigindo-a, segundo a sua natureza particular.


(Emm.)


Como Vencer?


Emmanuel


O Coração tem mil caminhos para a felicidade, quando procuramos aceitar a vontade de Deus.


(Ren.)


Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.


(V. L.)


Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem. Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.


(W. L.)


Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.


(V. L.)


No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las.


(P. N.)


Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.


(V. L.)


Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação.


(C. V. V.)


O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima.


(C. V. V.)


Convém não Esquecer

Emmanuel


Todas as doutrinas religiosas têm a sua razão de ser no seio das coletividades, onde foram chamadas a desempenhar a missão de paz e de concórdia humana. Todos os seus males provêm justamente dos abusos do homem, em amoldá-las ao abismo de suas materialidades habituais.


(Emm.)


A simpatia ou a antipatia têm as suas raízes profundas no espírito, na sutilíssima entrosagem dos fluidos peculiares a cada um e, quase sempre, de modo geral, atestam uma renovação de sensações experimentadas pela criatura, desde o pretérito delituoso, em iguais circunstâncias.


Devemos, porém, considerar que toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia que edifica o coração para o trabalho construtivo e legítimo da fraternidade.


(Con.)


Há obsessores terríveis do homem, denominados "orgulho", "vaidade", "preguiça", "avareza", "ignorância" ou "má-vontade", e convém examinar se não se é vitima dessas energias perversoras que, muitas vezes, habitam o coração da criatura, enceguecendo-a para a compreensão da luz de Deus. Contra esses elementos destruidores, faz-se preciso um novo gênero de preces, que se constitui de trabalho, fé, esforço e boa-vontade.


(Con.)


É imprescindível caminhar na direção dos lobos, não na condição de fera contra fera, mas na posição de cordeiros-embaixadores; não por emissários da morte, mas por doadores da vida eterna.


(V. L.)


É preciso lançar a regra do silêncio e da paz à fogueira das lucubrações tormentosas, para que nossa existência não se transforme em voraginoso inferno.


(Ren.)


A grande luta não reside no combate com o sangue e a carne, propriamente, mas sim com as nossas disposições espirituais inferiores.


(P. N.)


A confissão pública dos próprios defeitos, nos tempos apostólicos, constituía para o homem forte barreira, evitando sua reincidência na falta. Um sentimento profundo de verdadeira humildade movia o coração nesses momentos, oferecendo-lhes as melhores possibilidades de resistência ao assédio das tentações, e semelhante princípio representava como que uma vacina contra as úlceras do remorso e das chagas morais.


(Emm.)


Muitos chegam à obra, todavia, não passam além da letra, cooperando nas organizações puramente intelectuais ; uns improvisam sistemas teológicos, outros contribuem na estatística e outros ainda se preocupam com a localização histórica do Senhor.


(P. N.)


Entidades discutidoras, levianas, rebeldes e inconstantes transitam em toda parte. Além disso, incógnitas e problemas surgem para os habitantes dos dois planos.


Em vista de semelhantes razões, os adeptos do progresso efetivo do mundo, distanciados da vida física; pugnam pelo Espiritismo com Jesus, convertendo-nos o intercâmbio em fator de espiritualidade santificante.


(P. N.)


No serviço divino, é aconselhável não disputar, a não ser quando o esclarecimento e a energia traduzem caridade. Nesse caminho, a prática do bem é a bússola do ensino.


(C. V. V.)


O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de força do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige.


(Rot.)


A residência da alma permanece situada no manancial de seus próprios pensamentos.


(Rot.)


A experiência é necessária como chave bendita que descerra as portas da compreensão

(Emm.)


Nas comunidades de trabalho cristão, muitas vezes observamos companheiros altamente preocupados com a tarefa conferida a outros irmãos de luta.


É justo examinar, entretanto, como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.


(C. V. V.)


A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.


(P. V.)


O desejo é a alavanca de nosso sentimento, gerando a energia que consumimos, segundo a nossa vontade.


(P. V.)








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