Triunfo da Vida Sobre a Morte, O

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CAPÍTULO 26

# SENTENÇA DE MORTE

Com as palavras misteriosas de Pilatos "Ecce homo" culmina o drama tragicamente glorioso de um homem plenamente realizado, no meio de homens não realizados.


O Ecce homo mostra o que acontece a um homem que realizou em si a imagem e semelhança de Deus, mas que vive num mundo dominado pelo poder das trevas e no meio de homens inspirados pelo sibilo da serpente.


Esse violento contraste entre os que ainda são dominados pelo príncipe deste mundo, e o homem que já venceu este mundo, atingiu o seu clímax na sextafeira, provavelmente no dia 7 de abril do ano 33, em Jerusalém. O Calvário é a linha divisória entre dois mundos, entre a grande humanidade de lúcifer e a pequena elite do Cristo. A voluntária derrota de Jesus, que parecia ser a vitória do anti-cristo, é a maior vitória do Cristo. Para que se realize o homem-crístico, tem de desrealizar-se o homem-luciférico. A integração no Eu divino supõe a desintegração do ego humano, mesmo de um ego tão avançado como o de Jesus.


Quando os chefes religiosos de Israel ouviram as palavras de Pilatos "eu sou inocente do sangue deste justo", bradaram em altas vozes: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. " Foi esta a mais terrível maldição que Israel rogou sobre si mesmo, maldição que durante quase 20 séculos se está realizando sobre Israel e seus filhos, dispersos pelo mundo inteiro, sem pátria nem lar.


Haviam falhado as acusações de crime religioso e político que a Sinagoga fizera a Jesus. Por último apelaram a um argumento puramente pessoal, bradando: "Se soltares esse homem, deixarás de ser amigo de César. " Deixar de ser amigo do imperador equivalia ao perigo de perder o seu posto de governador da Judeia. A este argumento pessoal Pilatos capitulou e condenou Jesus à morte ignominiosa da cruz. Bem sabia ele que era fácil à Sinagoga fazê-lo perder o emprego de governador, porque cometera diversos crimes graves que não eram conhecidos em Roma mas que a Sinagoga podia provar.


E assim entregou-lhes Jesus para ser crucificado. A morte de crucifixão era geralmente infligida aos grandes criminosos e flagelos da sociedade. Israel usava o apedrejamento. Mas exigiram explicitamente que Jesus fosse crucificado a fim de arrasarem totalmente o seu nome da memória da posteridade.


E a cruz da ignomínia veio a ser a cruz da glória.








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