Triunfo da Vida Sobre a Morte, O

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CAPÍTULO 23

# JESUS LUDIBRIADO POR HERODES

Herodes, o pseudo-rei da Galileia, que por ocasião das solenidades pascais [3]

dos judeus, se achava em Jerusalém, ouvira falar do Nazareno, dos seus poderes mágicos e do seu faquirismo ocultista, como Herodes chamava os chamados milagres dele. Alegrou-se grandemente quando Pilatos lhe deu a oportunidade de entrar em contato direto com o taumaturgo da Galileia.


Interrogou Jesus sobre muitas coisas referentes à sua vida e doutrina, seus discípulos, etc. Jesus, porém, guardou silêncio absoluto; não respondeu com uma só palavra, de maneira que Herodes não chegou a ouvir nem o timbre da sua voz. Este silêncio total de Jesus na presença de Herodes é o mais eloquente sermão que ele podia pregar a este homem profano e supersticioso, que vivia em adultério com sua cunhada e mandara matar João Batista para agradar a uma dançarina leviana; Herodes não tinha vontade alguma de se converter para uma vida decentemente humana; por isto, para que "lançar pérolas aos porcos?" Possivelmente, mandou vir um vaso de água para que Jesus o convertesse em vinho.


Silêncio absoluto. . .


Por isto, Herodes o considerou como um louco incapaz de entender as perguntas. Lembrou-se Herodes de que o Nazareno era acusado de ser candidato à realeza de Israel. Naquele tempo, os homens que ambicionavam algum cargo público costumavam perambular às ruas da cidade cobertos de um manto branco; eram candidatos, isto é, em latim, branqueados. E como, na opinião de Herodes, Jesus era candidato à realeza de Israel, o pseudo-rei da Galileia, o mandou pelas ruas de Jerusalém coberto de um manto branco, zombando dele como de um farsante ridículo. Finalmente, o reenviou a Pilatos.


E, desde esse dia, diz o texto, Herodes e Pilatos se tornaram amigos.








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