Estudando o Evangelho

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CAPÍTULO 39

Guardar

Então se lembraram das suas palavras.


Ante a realidade do túmulo vazio, nos generosos domínios de José de Arimateia, as mulheres que tinham vindo da Galileia se lembraram das palavras de Jesus, acerca da ressurreição no terceiro dia.
Enquanto o Senhor estava com elas, com os discípulos e com o povo, que Lhe desfrutavam a presença sublime, não Lhe conseguiam guardar os ensinos.
Esqueciam-Lhe as lições, claras algumas vezes, noutras ocasiões ocultas sob o véu da alegoria e da parábola.
Ouviam, mas não guardavam.
Registravam a suave ressonância do seu verbo luminoso, mas não lhe absorviam o conteúdo divino e eterno.
Inúmeras vezes, conforme descrevem os evangelistas, confundem os seus ensinamentos, dando-lhes interpretações em desacordo com o real sentido deles.
Isso igualmente se repete nos dias que passam, com relação ao intercâmbio entre os dois planos da vida.
O mesmo fenômeno se verifica com referência às mensagens que a Espiritualidade Superior nos está enviando, em sucessivas ondas de luz e amor, numa demonstração de que as comportas celestes continuam abertas de par em par.
Jesus retornou ao mundo para educar e salvar, para consolar e esclarecer.
Trouxe-nos, de novo, fartas messes, que nos compete assimilar e reter, ouvir e guardar.
Orientação para o exercício da mediunidade — hífen de luz entre o Céu e a Terra.
Conselhos sobre a necessidade de obedecer e servir com humildade.
Lições em torno da fraternidade, para que o amor se expanda.
Incentivos ao estudo nobre, para que a cultura dignifique e eleve a criatura humana.
Exortações à indulgência, para que a compreensão e o respeito favoreçam a convivência harmoniosa.
Valiosos conceitos sobre o perdão, para que se não adube a sementeira do ódio.
Incessantes alvitres à reforma íntima, em consecutivas efusões de luz e misericórdia, enlevam-nos o coração comovido, sempre que as mensagens surgem, aqui e alhures. . .
Ao suave impulso da palavra do Alto, indefinível paz invade-nos a alma, trazendo-nos a confortadora certeza da Presença do Mestre no santuário da nossa consciência.
Todavia, nos labores mediúnicos e nas experiências da subalternidade digna, obediência e fraternidade, estudo e Indulgência, perdão e esforço renovativo são, ainda, os “grandes ausentes" da nossa caminhada.
Mais tarde, contudo, quando se der o inevitável retorno de nossos Espíritos aos planos subjetivos, pela desencarnação, lembrar-nos-emos, surpresos ou desolados, das palavras desses abnegados instrutores.
A mensagem renovadora é tão necessária ao Espírito Imortal, como o pão diário ao corpo transitório.
É imprescindível, contudo, não só assimilar e reter, ouvir e entender, mas, sobretudo, guardar e viver o que o Céu tem enviado, com tamanha prodigalidade, mercê de instrumentos mediúnicos devotados e seguros.
Guardar o ensino, exemplificando-o, constitui, em verdade, garantia de aproveitamento e iluminação.
Agora e sempre, hoje e amanhã. . .
Jesus está conosco, através dos ensinamentos que nos têm felicitado as almas sequiosas.
Nas lições que a psicografia materializa, em forma de mensagens substanciosas e belas, simples e edificantes.
Nos conceitos elevados que chegam até nós por estímulo e reconforto.
Retendo a palavra do Mestre e aplicando-a à vida prática, na medida de nossos recursos, evitaremos a tardia memorização que nos trará desapontamento e surpresa, constrangimento e remorso.


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