Estudando o Evangelho

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CAPÍTULO 31

Mocidade e Evangelho

Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus.


A Boa Nova é a mensagem de Paz que o Mestre dirige, também, ao coração da mocidade, convidando-a a colaborar na edificação do Seu Reino, a contribuir no esforço de transformação da fisionomia moral do mundo.
O Evangelho salvará a Humanidade, porque é a luz divina que iluminará todas as criaturas nos purificadores caminhos da vida.
O Cristo afirmou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém irá ao Pai senão por mim. " Ir ao Pai significa aprimorar-se, elevar-se, purificar-se moral e espiritualmente.
Engrandecer-se no Amor e na Sabedoria.
Gozar as primícias celestiais na execução dos trabalhos do Criador, onde a luta e o progresso continuam sem fim.
Para encontrar o Pai, teremos, por conseguinte, de aceitar a mão que o Seu Dileto Filho nos oferece.
A Doutrina Espírita esclarece que a mão de Jesus são os seus ensinos e exemplos, fêrtilmente encontrados nas luminosas páginas do Evangelho.
Nele, não encontramos nenhuma passagem que justifique lutas, ambições, vaidades.
Tudo nele nos fala de fraternidade e compreensão. Por isso é que somente o Evangelho salvará a Humanidade, porque ele é humildade.
E a humildade é compassiva, cordata, tolerante.
O Cristo, exemplificando essa sublime e difícil virtude, cingiu-se com uma toalha, tomou de uma bacia, lavou e enxugou os pés dos discípulos. . .
* * *

Somente o Evangelho — meditemos bem — solucionará o problema evolutivo da Humanidade.
Onde houver Evangelho, sentido e vivido, haverá Caridade e Perdão, cessando, assim, discórdias e desinteligências.
Cessando desinteligências e discórdias, as manifestações egoísticas, que produzem as lutas entre os homens, jamais se disseminarão na face da Terra, porque o Espírito Humano será iluminado pelas divinas claridades do altruísmo.
Ao influxo do Amor, as ervas daninhas não vicejarão.
Espalhada a Boa Nova, difundidos os ensinos evangélicos, através da palavra falada e escrita e dos exemplos edificantes, a luz divina da Grande Lâmpada clareará consciências e confortará corações em todos os recantos da Terra.
Estabelecido o reinado da compreensão e da fraternidade, não haverá lutas nem guerras, porque guerras e lutas são geradas pela ambição.
Lutas e guerras são incompatíveis com os preceitos do Cristianismo.
Todas as criaturas, nesse glorioso reinado que está por vir, recordarão, terão sempre em mente e cumprirão o mandamento: — “Não matarás. " Somente o Evangelho, mocidade idealista, salvará a Humanidade.
Lembremos, pois, a recomendação de Paulo ao moço Timóteo, encorajando-o com amor:
— “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. " Os estatutos, os gabinetes internacionais, os regulamentos humanos, em que pese à sua respeitabilidade, elaborados, algumas vezes, segundo a conveniência de cada povo, raça ou agrupamento político ou religioso, cada qual com o seu personalismo e suas ambições, enfim, as leis e conferências têm-se mostrado ineficazes, até certo ponto, em seus objetivos confraternizadores.
É que os homens, em verdade, não estão interior-mente iluminados.
Não sentem, nalma, o fulgor dessa luz prodigiosa, deslumbrante e eterna, que emana do sentimento puro, da magia e do suave encanto do Evangelho do Mestre Galileu.
Luz que se fez, para sempre, na gloriosa alvorada da Manjedoura de Belém.
* * *

As reformas têm que decorrer, precipuamente, do indivíduo para a sociedade.
Da unidade para o conjunto, do simples para o composto.
Do homem para a família, grupos e coletividades.
Não se darão, em tempo algum, de fora para dentro, da periferia para o centro.
Resultam — ou terão que resultar — da claridade interna, da modificação íntima.
Carecem — ou carecerão — de doutrinamento e aprendizagem, de perseverança e esforço.
São obra divina e fruto do tempo.
Os moços espíritas de hoje edificarão, com o Evangelho, a reforma dos costumes, a fim de que possa Jesus dizer, um dia: — “O meu reino já é deste mundo. "


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