Estudando o Evangelho

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CAPÍTULO 29

Mocidade e Evolução

Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos.


Delineamos, anteriormente, o clima de incertezas em que vivemos, reafirmando, assim, a Terra, a sua humilde condição de orbe expiatório e regenerativo.
De mundo atrasado, onde almas falidas resgatam velhas promissórias, acrescidas, via de regra, de pesados Juros.
O desajuste universal; o clima saturado de vibrações inferiores; a tendência ao negativismo; tudo isso aí se encontra, iniludível e concreto, convocando os homens de boa vontade para as alegrias da tarefa nobre, do serviço edificante.
Façamos, pois, de Jesus, o depositário infalível de nossas esperanças, o Guia Real da Humanidade, o Orientador por excelência.
Paulo de Tarso, escrevendo a Tito, orienta-o no sentido da preparação dos moços para as tarefas do Evangelho, estimulando-os à conduta criteriosa “em todas as coisas.
Para as criaturas experimentadas nos infatigáveis labores de uma existência digna, e, de modo particular, para os moços, é oportuna a exortação do apóstolo.
Os que renascem, agora, enfrentando novas lutas e tarefas, defrontando-se com um mundo realmente adverso, estão sendo convocados para os divinos empreendimentos da evolução, que exigem, de fato, critério e firmeza.
O campo de trabalho desdobra-se em novas e sublimes atividades, propulsoras naturais do progresso e do aperfeiçoamento moral dos povos, concitando os idealistas aos labores santificantes.
Na luta em prol da evolução, impõe-se o congraçamento dos valores espirituais da juventude, à luz dos ensinos do Cristianismo Redivivo.
Faz-se mister, do Oriente ao Ocidente, o conjugamento de todas as energias morais, a fim de que seja mantido o edifício evangélico, levantado no solo palestinense à custa de suor, sangue e lágrimas.
É indispensável a preservação das magníficas conquistas que uma parcela da Humanidade guarda no sagrado escrínio dos seus mais fecundos labores.
O momento, pois, é de luta pelo aprimoramento.
A hora é de trabalho.
A evolução é indeclinável imperativo.
“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos" — assevera o Mestre.
* * *

A mocidade tem que reservar, no seu coração, um lugar para a Mensagem do Cristo.
Tem que se nutrir dessa Mensagem, viver dessa Mensagem, aperfeiçoarse em função dessa Mensagem sublime e eterna.
Somente o Evangelho do Senhor tem o poder de renovar o homem que se desviou, a sociedade que se extraviou, o mundo que perdeu o equilíbrio.
Ele é o fundamento da Ordem e do Progresso.
O Evangelho é Amor — na sua mais elevada expressão.
Amor que unifica e constrói para a Eternidade. Amor que assegura a perpetuidade de todos os fenômenos evolutivos.
E o Cristo recomendou, suavemente: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. " Seríamos reconhecidos por discípulos Seus, pelo amor que ofertássemos aos companheiros de romagem.
* * *

Somente o Evangelho aproximará os homens, porque ele é Caridade.
E a Caridade é mansa e pacífica.
Não humilha.
É paciente.
Não guerreia, porque perdoa setenta vezes sete.
O Cristo, Mestre e Senhor, avisou-nos de que a cada um será dado na razão direta das obras praticadas.
Allan Kardec — o Insigne Missionário — recordou a advertência do Mestre dos mestres com a legenda sublime: “Fora da caridade não há salvação. " Somente o Evangelho, sentido e praticado, evitará as lutas, o morticínio entre irmãos, porque da árvore do Evangelho vicejam os sentimentos do Amor e os frutos do perdão incondicional.
A Boa Nova é o fundamento da evolução e o campo de trabalho ideal para a mocidade.
Evolução com a mocidade e mocidade para a evolução.
Quem ama, com o Evangelho — perdoa sempre. Quem perdoa, com o Evangelho — esquece ofensas. Quem esquece ofensas, sob a inspiração do Evangelho — confraterniza com todos.
Quem confraterniza com todos, à sombra acolhedora do Evangelho — aplaina dificuldades, remove obstáculoS.
Quem aplaina dificuldades consolida, para a Eternidade, no Tempo e no Espaço, os fundamentos da evolução com Jesus.


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